São Paulo desiste de ação e vai enfrentar Ponte
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sexta-feira, 12 de novembro de 1999
Por Anderson Couto 
São Paulo, 12 (AE) - O que poderia se tornar uma batalha judicial entre o São Paulo e a Confederação Brasileria de Futebol (CBF) não passou de uma ameaça. Depois de a ação ordinária impetrada pelo clube, em nome do Sindicato das Associações de Futebol Profissional do Estado de São Paulo (Sindbol), na 9ª Vara Cível da Justiça Federal, ter sido indeferida pela juiza Elaine Parise de Lima, quinta-feira à noite, a pretensão dos paulistas de recuperar os pontos perdidos para o Botafogo-RJ no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) está cada vez mais distante.
Hoje, o Sindbol decidiu não recorrer da decisão da juiza
o que garantirá a continuidade do Campeonato Brasileiro, sem paralisações. Desta forma, o São Paulo vai enfrentar, domingo à tarde, no Morumbi, a Ponte Preta. O Vitória pegará o Vasco, em Salvador. De acordo com César Forjaz, advogado do São Paulo, havia pouco tempo hábil para que o sindicato conseguisse uma liminar na Justiça comum, numa tentativa de ganhar os pontos antes de um julgamento.
Forjaz explicou que, na próxima semana, o clube poderá tentar apelar novamente, mais por uma questão moral do que prática. "Neste momento, já não há muita diferença entre enfrentar a Ponte Preta ou o Vitória", afirmou o advogado. "Estamos apenas esperando uma posição do Sindbol." O sindicato
por seu lado, nada deverá fazer.
Os trabalhos do São Paulo perderam força depois de a juiza Elaine ter reconhecido que a Justiça Federal não tem competência para analisar o mérito. O processo foi então arquivado, sem ao menos ser analisado. Para o advogado Marcílio Krieger, consultor-jurídico do clube, a juiza cometeu um grande equívoco, pois não soube determinar qual seria a justiça competente para que a ação fosse impetrada.
"Ela contrariou normas do Direito Processual Civil", disse Krieger, que cogitara a possibilidade de o São Paulo entrar na Justiça Estadual ou até recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF). A idéia seria conseguir a tão sonhada liminar. Como a iniciativa poderá ocorrer somente na próxima semana, quando o playoff já tiver começado, a iniciativa terá um efeito meramente simbólico.
No CT do São Paulo, jogadores e o técnico Paulo César Carpegiani preferiram esquecer as questões judiciais. "Sou pago para dirigir o time, que provou ter condições de vencer no campo", declarou o treinador. "Tenho de respeitar as decisões da diretoria." Para Raí, o grupo não se abateu com a desistência do Sindbol. "Estão todos tranquilos", afirmou o atleta.
Na terça-feira, o advogado do Gama, Paulo Goyaz, através de um sindicato e de um partido político do Distrito Federal, que ainda não foram definidos, entrará com uma ação cível na Justiça com base em diversos artigos do código do consumidor. "A princípio existe um contrato de adesão e prestação de serviços entre o Gama, a CBF e o torcedor, que está sendo ferido", diz o advogado. "No caso, a CBF está contrariando uma das partes envolvidas; no caso o torcedor, e isto é irregular."


