São Paulo - O São Paulo, que declarou guerra à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), agora está desconfiado também do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Ninguém no clube entendeu direito como o tribunal absolveu o volante Carlos Alberto, em julgamento realizado quarta-feira, no Rio. Sua expulsão, no jogo contra o Bahia, no Morumbi, dia 8, foi por causa de uma falta violentíssima. Era esperado que pegasse, no mínimo, mais dois jogos de suspensão. Nem o atleta acreditou muito na informação. ''Estava torcendo para ser absolvido, mas tinha um pouco de medo, porque o lance (da falta) foi semelhante ao de outros jogadores que acabaram sendo punidos.''
Embora nenhum dirigente diga isso em público, alguns temem que o STJD ''esteja assoprando para depois morder''. Carlos Alberto não é titular da equipe. Contra o Goiás, por exemplo, não foi utilizado. Sua presença no domingo, contra o Guarani, também não está nos planos do técnico Roberto Rojas. A preocupação do Departamento Jurídico são-paulino, agora, é com Kaká, que será julgado nas próximas semans, pela expulsão contra o Goiás.
Juvenal Juvêncio, diretor de Futebol, voltou a criticar ontem a CBF. Disse que o clube está torcendo para que apareça algum candidato de oposição. E garantiu que o São Paulo não votará em Ricardo Teixeira. ''Se não houver outro candidato, anularemos o voto'', declarou.

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