São Paulo descarta pagar para ter Alexandre Pato em clássico
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Fernando Faro<br>Agência Estado 
São Paulo - Alexandre Pato não deve ter a oportunidade de enfrentar o Corinthians no próximo domingo, no Itaquerão. O São Paulo não pretende pagar a multa de R$ 1 milhão para que ele entre em campo no clássico. Por isso, provavelmente o atacante desfalcará a equipe, que vem em uma série de nove jogos de invencibilidade.
Os dirigentes do São Paulo condicionam uma mudança de cenário apenas no caso de um patrocinador pontual aparecer até o fim de semana e bancar a multa. Fora isso, o clube não pretende gastar a quantia num momento em que as finanças estão apertadas e a diretoria luta para manter os salários em dia.
Pato se transformou num dos principais responsáveis pela grande fase do São Paulo. Nos últimos 11 jogos, ele marcou oito gols e ajudou a levar o time à vice-liderança do Brasileirão, com 42 pontos, a apenas quatro do Cruzeiro. A boa fase fez até investidores irem atrás da diretoria para perguntar sobre sua multa rescisória, mas o valor espantou os interessados.
Em recente entrevista, o atacante disse respeitar seu vínculo com o Corinthians, mas admitiu que gostaria de continuar no Morumbi após o fim do seu empréstimo, em dezembro de 2015. Pato chegou ao São Paulo em troca com o meia Jadson em fevereiro. Sua multa rescisória é de R$ 45 milhões, valor que cairá para R$ 30 milhões no fim de 2014.
"Quero continuar no São Paulo, mas isso não depende só de mim. Depende do meu rendimento. No futuro eu me vejo no São Paulo, mas, por enquanto, preciso pensar nesse empréstimo", disse o jogador, na ocasião.
CRISE INTERNA
A briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira. O presidente do São Paulo resolveu demitir seu antecessor, que ocupava atualmente cargo na diretoria das categorias de base. Além disso, ele afastou Marcos Tadeu Novais e José Geraldo Oliveira, homens de confiança do ex-presidente, que controlavam o CT de Cotia.
A demissão aconteceu no início da tarde desta segunda-feira, provocando um bate-boca entre os dois cartolas. Pessoas presentes ao encontro confirmaram que o tom foi ríspido de ambos os lados e cercado de muita tensão. Inconformado com a demissão, Juvenal não poupou críticas ao sucessor, para quem fez campanha, e disse que Aidar caminha para destruir o São Paulo.
"O Carlos Miguel é um predador que vai acabar com o São Paulo. Ele está demitindo todo mundo como um maluco e eu disse isso para ele. A traição é um processo terrível do ser humano e ele está traindo todos aqueles que o apoiaram", disparou Juvenal.
Aidar foi alçado à presidência com enorme apoio de Juvenal, que achou que o atual presidente - que já comandou o clube entre 1984 e 1988 - seria um nome de consenso para agrupar a situação, então fragilizada por causa do fim de gestão turbulento que quase culminou com a queda do São Paulo para a Série B do Brasileiro no ano passado.


