São Paulo contrata Vágner e estréia na Mercosul
São Paulo, 30 (AE) -Na terça-feira, o presidente do São Paulo, José Augusto Bastos Neto, garantiu que, com a chegada do zagueiro Paulão, estava encerrada a contratação de reforços. Para o bem dos torcedores, o dirigente não estava falando a verdade. Hoje, o clube acertou o empréstimo por um ano do passe de Vágner, da italiana Roma, por US$ 500 mil. No primeiro semestre, o atleta estava no Vasco.
"Como o São Paulo é um grande clube, não dá para dizer que foi a última contratação", afirmou, hoje, o diretor financeiro do clube, Paulo Amaral. "O Vágner é o volante que o time precisava." Com passagem por União São João e Santos, ele é um jogador versátil, que já atuou na meia e na lateral-direita. Enquanto Vágner era anunciado, a equipe estava longe. Amanhã, às 17h15, o São Paulo faz sua estréia na Copa Mercosul, diante do Boca Juniors, em Buenos Aires.
A partida vai testar vários aspectos da equipe. Depois da bronca do técnico Paulo César Carpegiani, o setor defensivo terá de provar que superou as falhas da derrota contra o Santos. O treinador ameaça, inclusive, fazer mudanças como forma de punição aos que cometeram erros. "Estamos tranquilos e vamos jogar pela nossa reabilitação", garante Marcelinho, o ala-esquerdo.
A delegação são-paulina viajou hoje pela manhã para a capital argentina. À tarde, Carpegiani fez o último treino antes do jogo
conversou bastante com os atletas e tentou acertar a colocação de todos em campo. O treinador só não faz mudanças imediatas porque alguns jogadores ainda se recuperam de contusão, como Fábio Aurélio, Fabiano, Alexandre, Carabalí e Jorginho. Quem está no time tenta mostrar bastante serviço para ficar, caso do jovem volante Fabrício.
"A minha permanência na equipe vai depender do meu esforço e do meu trabalho", afirma o jogador, de 20 anos, que vestiu a camisa de titular pela primeira vez na Vila Belmiro. Carpegiani não sabe se mantém Fabrício no time. "Gostei de seu futebol contra o Santos, mas ele mostrou afobação em alguns lances pela falta de experiência, conduziu muito a bola", analisou. O zagueiro Nem pode ser testado na posição.
Fabrício não teme os argentinos, bicampeões nacionais. "Depois que você joga na Vila Belmiro, joga em qualquer outro lugar", garante. Os são-paulinos ainda terão uma vantagem. Não vão atuar no "caldeirão" de La Bombonera porque o estádio está interditado. A partida será realizada no estádio do Ferro Carril Oeste, clube da capital portenha. "Além disso, no início de competição, não é tão complicado jogar na Argentina", emenda o goleiro Rogério. A presença da torcida não deve ser tão grande.
Sem Palermo - O Boca não terá o atacante Martin Palermo, com criticada participação na Copa América pela seleção nacional e suspenso amanhã por ter sido expulso na última edição da Mercosul, contra o Palmeiras. Os destaques na equipe ficam com o zagueiro Walter Samuel, o lateral-direito Hugo Ibarra e os volantes Diego Cagna e Juan Riquelme. O Grupo C ainda tem o chileno Universidad Católica que, na estréia, venceu o argentino San Lorenzo por 1 a 0, em Santiago. Boca Juniors: Córdoba; Ibarra, Traverso, Samuel e Arruabarrema; Basualdo, Serna, Cagna e Riquelme; Schelotto e Barijho. Técnico - Carlos Bianchi. São Paulo; Rogério; Nem, Márcio Santos e Wílson; Edmílson (Émerson), Fabrício (Nem), Carlos Miguel, Souza e Marcelinho; França e Sandro Hiroshi. Técnico - Paulo César Carpegiani. Juiz - Epifanio González (PAR). Local - Buenos Aires, às 17h15.





