São Paulo - Meio-campistas que podem jogar como atacantes, laterais que atuam na armação das jogadas e zagueiros que fazem as vezes de volantes e até meias. No futebol, ser polivalente não é apenas uma questão de guardar uma posição em campo. Que o diga o São Paulo, cuja provável conquista do Campeonato Brasileiro se deve muito à participação de jogadores com habilidade para desempenhar mais de uma função, casos principais de Souza, Leandro, Richarlyson e Lenilson.
''Ter atletas com essa característica é muito importante, principalmente num torneio longo como o nosso'', comentou o técnico Muricy Ramalho, que considera a multifuncionalidade uma virtude. ''Só na Europa é que os clubes têm dinheiro para contratar vários jogadores para a mesma posição.''
Os são-paulinos festejam a oportunidade de mostrar seu valor em mais de um lugar do campo. Na vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, na quinta-feira, Souza começou como segundo jogador do meio-campo e terminou a partida quase como atacante - tanto que marcou um gol. ''Hoje, a minha posição é a 'se vira', de tanto que mudei de função'', brincou o jogador.
O técnico Muricy Ramalho não vê nenhum segredo em fazer com que um jogador atue em mais de uma posição. ''É preciso respeitar as características do atleta, treiná-lo e dar confiança para ele'', receita. ''Só trocar por trocar, não adianta. O acaso não existe no futebol.''
Aliás, Muricy tem experiência em transformar o jeito de atuar de seus comandados. No Internacional, fez os meias Elder Granja e Jorge Wagner virarem laterais - e foram campeões da Libertadores.

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