São Paulo - Para os são-paulinos, o meia Carlos Alberto decidiu o clássico contra o Santos. Para os santistas, o árbitro Antônio Rogério Batista do Prado - que não teria marcado pênalti do zagueiro Miranda - desequilibrou o jogo de ontem. Entre as reclamações do time da Vila Belmiro e a sorte que a equipe mandante teve, o duelo no Morumbi foi bastante equilibrado, mostrou um interessante duelo tático e terminou com a vitória do São Paulo por 3 a 2 - resultado que o leva para o 3.º lugar do Campeonato Paulista, com 16 pontos, e deixa o Santos com 8 pontos.
''Ele definiu o jogo para o São Paulo. Tem de ser mandado para a 'geladeira' por uns 100 anos'', atacou o técnico Emerson Leão. ''Eles estão chorando à toa, é o que os perdedores fazem'', rebateu Miranda.
Com uma marcação eficiente no meio-campo e boas opções pelas laterais, o São Paulo dominou a etapa inicial.
Mas a defesa são-paulina não estava bem posicionada - apesar de contar com a volta de Juninho -, e foi surpreendida aos 15 minutos, quando Kléber Pereira recebeu o lançamento e, frente a frente com Rogério Ceni, tocou no canto para abrir o placar.
A reação do time de Muricy Ramalho foi rápida - e na sua melhor jogada. Depois de falta de Carletto sobre Richarlyson, Jorge Wagner cobrou fechado e Fábio Santos, livre, empurrou para as redes.
Colaboração
Na volta dos vestiários, Leão mandou Marcinho Guerreiro e Alemão a campo, nos lugares de Denis e Tiago Luís, com objetivo de melhorar a marcação santista. Mas antes de a estratégia surtir efeito, o São Paulo virou o jogo. Logo aos 3 minutos, Juninho cobrou falta da intermediária, com força, e contou com a colaboração de Fábio Costa para marcar seu primeiro gol pelo clube paulista.
No entanto, oito minutos depois, Miranda também contribuiu e, mal posicionado, deixou Rodrigo Souto livre para cabecear no canto de Rogério e empatar o jogo mais uma vez.
A partida ficou do jeito que o Santos queria, pois o São Paulo parou de insistir pelas laterais e Adriano saiu muito da área para buscar o jogo - e se perdeu no meio dos marcadores.
Diante da apatia de sua equipe, Muricy Ramalho mexeu duas vezes: Carlos Alberto entrou na vaga de Fábio Santos e Borges, na de Aloísio.
Mas não foram as substituições que fizeram a diferença, e sim a sorte dos são-paulinos e a estrela de Carlos Alberto. Isso porque Kléber Pereira teve duas chances incríveis para decidir o jogo - uma delas de frente para Rogério Ceni, a exemplo do primeiro gol - mas desperdiçou ambas. É certo que os santistas pediram pênalti, num lance em que a bola resvalou no braço de Miranda.
Mas em seguida, Carlos Alberto disparou com a bola no meio-campo e não tocou para ninguém. A finalização saiu fraca, mas desviou em Domingos e foi para o gol.
O jogo ficou quente nos minutos finais e Rodrigo Tabata e Adriano foram expulsos.


EM SÃO PAULO

São Paulo 3

Rogério Ceni; André Dias, Juninho e Miranda; Joilson (Reasco), Fábio Santos (Carlos Alberto), Hernanes, Jorge Wagner e Richarlyson; Aloísio (Borges) e Adriano. Técnico: Muricy Ramalho

Santos 2

Fábio Costa; Domingos, Adailton e Betão; Denis (Marcinho Guerreiro), Adriano, Rodrigo Souto, Rodrigo Tabata e Carleto; Tiago Luís (Alemão) e Kléber Pereira. Técnico: Emerson Leão

Árbitro: Antônio Rogério do Prado
Estádio: Morumbi
Expulsões: Rodrigo Tabata e Adriano (SP)
Gols: Kléber Pereira, aos 15, e Fábio Santos, aos 18 minutos do 1º tempo; Juninho, aos 3, Rodrigo Souto, aos 11, e Carlos Alberto, aos 41 minutos do 2º tempo
Renda: R$ 301.835,00
Público: 17.681 pagantes

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