São Paulo bate Santos em clássico eletrizante e decidido no fim
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Giuliander Carpes<br> Agência Estado 
São Paulo - O São Paulo passou um tempo longe do Morumbi enquanto o estádio recebia uma temporada de shows -houve Bon Jovi, Rush e vem Paul McCartney por aí. Ontem, no entanto, o espetáculo foi dentro de campo. Não houve música, somente o que todo torcedor espera de um clássico: ótimo futebol e muitos gols. Ambos os times jogaram bem, mas Jean fez o gol da vitória tricolor sobre o Santos aos 47 minutos do segundo tempo: 4 a 3.
Nenhum dos dois times entrou em campo para se defender, segurar o adversário. Paulo César Carpegiani escalou o São Paulo com praticamente quatro atacantes e apenas um volante. Martelotte repetiu o esquema que recolocou o Santos nos eixos e na briga pelo título brasileiro.
É claro que sobrariam espaços. Carpegiani havia dito, na véspera, que essa era uma consequência esperada e preferia mesmo arriscar. Martelotte era mais cauteloso, mas quem tem Neymar não tem desculpa para não castigar a defesa adversária. E foi isso mesmo que cada um dos dois times fez no começo da partida. O Morumbi presenciou provavelmente os 20 minutos mais eletrizantes desta edição do Campeonato Brasileiro. Aos três minutos, o Santos fez 1 a 0 - Zé Eduardo recebeu em posição de impedimento, chutou, Rogério Ceni soltou e Alan Patrick tocou para as redes.
Na sequência, na base da inspiração dos atacantes são-paulinos - principalmente, Dagoberto -, o São Paulo empatou, virou e ampliou. O jogador de frente do time tricolor marcou duas vezes, ambas depois em jogadas de Ricardo Oliveira. Depois, recebeu lançamento em profundidade, ia marcar o gol, mas Pará se adiantou e fez contra. Um minuto depois, o lateral santista se redimiu e fez jogada para Zé Eduardo diminuir: 3 a 2 para o São Paulo aos 20 minutos do primeiro tempo. Incrível.
Aos 12 minutos do segundo tempo, a situação piorou para os donos da casa quando Richarlyson foi expulso após falta violenta. A consequência foi que o Santos empatou. Neymar tomou as rédeas do jogo. E o prodígio sofreu pênalti, cobra no ângulo por ele mesmo.
Jean teve duas chances claras para garantir a terceira vitória seguida para o São Paulo. Errou um chute e Rafael defendeu o outro. Seria ''crucificado'' pelo torcedor se o jogo terminasse empatado. Seria, porque o São Paulo venceu com gol seu.
EM SÃO PAULO
São Paulo 4
Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba; Lucas (Renato Silva), Dagoberto (Marlos) e Fernandinho (Diogo); Ricardo Oliveira. Técnico: Paulo César Carpegiani
Santos 3
Rafael; Pará (Maranhão), Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Roberto Brum (Felipe Anderson), Arouca, Danilo e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Técnico: Marcelo Martelotte
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Estádio: Morumbi
Gols: Alan Patrick, aos 3, Dagoberto, aos 6 e aos 16, Pará (contra), aos 19, e Zé Eduardo, aos 20 minutos do 1º tempo; Neymar, aos 26, e Jean, aos 48 minutos do 2º tempo
Expulsão: Richarlyson


