São Paulo - Para avançar às semifinais da Taça Libertadores, o São Paulo confia em seu desempenho em casa contra argentinos. Jogando no Morumbi, a equipe paulista tem 100% de aproveitamento (oito vitórias) contra rivais do país vizinho pelo torneio sul-americano.
Hoje, o São Paulo faz a partida de volta das quartas-de-final contra o Estudiantes, no Morumbi. Como perdeu o jogo de ida por 1 a 0, a equipe do técnico Muricy Ramalho precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar. Foi justamente por esta vantagem que o São Paulo triunfou nas duas últimas vezes em que jogou contra argentinos no Morumbi pela Libertadores. No ano passado, bateu o Quilmes por 3 a 1, na primeira fase, e o River Plate por 2 a 0, pelas semifinais.
Se o São Paulo vencer por 1 a 0, a vaga para as semifinais será decidida nos pênaltis. Além do empate, o Estudiantes passa de fase se perder por um gol, desde que marque ao menos uma vez (2 a 1, 3 a 2, por exemplo).
Para o jogo de hoje, o técnico Muricy Ramalho não poderá contar com os zagueiros André Dias e Lugano, suspensos. Com isso, Alex vai formar a defesa são-paulina com Fabão e Edcarlos.
Coincidência Artilheiro que se machuca no joelho na Europa, faz tratamento no São Paulo, assina contrato e se torna figura decisiva numa Copa Libertadores da América. O torcedor são-paulino já viu esse filme ano passado, com Amoroso. E espera revê-lo agora com Ricardo Oliveira no papel principal.
''Não gosto de comparações, mas realmente a situação é igual. O Amoroso também chegou sob desconfiança, machucado. Veio para se recuperar e acabou se tornando uma aposta da diretoria. Em pouco tempo, ajudou o São Paulo a conquistar títulos. Quero fazer o mesmo'', diz Ricardo Oliveira.
Inscrito com a camisa 12, ele é a principal esperança de gols do São Paulo no jogo de hoje. A responsabilidade é enorme. O time são-paulino precisa vencer por dois gols de diferença para avançar às semifinais da Libertadores.
Ricardo Oliveira está ansioso para estrear na competição pelo São Paulo. ''É um torneio diferenciado, como a Champions League (Liga dos Campeões) na Europa. Um jogo desses sempre dá um friozinho na barriga'', admitiu.
O atacante só disputou uma Libertadores na carreira, a de 2003, pelo Santos, e teve um desempenho excelente. Foi o artilheiro do torneio com nove gols e ajudou o time a chegar à decisão contra o Boca Juniors. ''Perdemos o título, mas me considerei um vitorioso, por ter sido o artilheiro de um torneio tão difícil e com tão pouca idade'', disse Ricardo Oliveira.


EM SÃO PAULO

São Paulo

Rogério Ceni; Fabão, Edcarlos e Alex; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Junior (Richarlyson); Aloísio (Thiago) e Ricardo Oliveira. Técnico: Muricy Ramalho

Estudiantes

Herrera; Alvarez, Alayes, Ortis e Angeleri; Galván, Huerta, BraÀa e Sosa; Luguercio e Calderón. Técnico: Diego Simeoni

Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Estádio: Morumbi
Horário: 21h45

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