São Paulo ainda segura Carpegiani
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Marcius Azevedo <br> Agência Estado 
São Paulo - O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, resolveu demitir o técnico Paulo César Carpegiani e pretendia comunicá-lo pelo telefone ainda ontem. O problema é que o dirigente queria contratar antes um substituto. Não conseguiu. Então, depois de se reunir com o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva e com o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes, ele pediu que o treinador se reapresente na segunda-feira no CT são-paulino. Tudo para ganhar tempo.
A decisão de Juvenal não garante Carpegiani no cargo. Pelo contrário. Nas alamedas do Morumbi, o comentário é de que a demissão do treinador é apenas uma questão de tempo. E que ele pode ser demitido assim que aparecer para trabalhar na segunda-feira.
A direção do clube já trabalha com três nomes. E agora tenta viabilizá-los. O preferido de Juvenal Juvêncio é Cuca, do Cruzeiro. O presidente torce para o técnico perder o título mineiro no domingo, na final contra o Atlético-MG, e, quem sabe, ser demitido, ficando livre para voltar ao comando do São Paulo, que dirigiu em 2004.
Em outubro de 2010, antes de contratar Carpegiani, Juvenal havia fechado com Cuca, mas o Cruzeiro não aceitou liberá-lo porque estava na briga pelo título do Brasileirão com Corinthians e Fluminense. Ou seja, o salário não será problema.
Dorival Júnior, rival de Cuca na decisão do Campeonato Mineiro, é outro nome na lista do São Paulo. A verdade é que os dirigentes se arrependeram de não tê-lo contratado quando deixou o Santos no ano passado. Na época, Juvenal apostou em Sérgio Baresi, o que acabou não dando certo.
Neste caso, o problema é o presidente do Atlético-MG. A direção do clube mineiro não faz qualquer menção de que pode demitir Dorival Júnior em caso de derrota na final para o Cruzeiro. E para tirá-lo de lá, o São Paulo teria de gastar mais do que gasta atualmente com Carpegiani, cerca de R$ 300 mil mensais.
Correndo por fora está Ney Franco. Mas o treinador, coordenador das seleções de base, já deixou claro que não pretende abandonar seu cargo na CBF. Ele recusou recentemente um convite do Santos para assumir o lugar de Adilson Batista.
Lei do futebol
Na chegada da delegação do São Paulo, ontem, no aeroporto de Congonhas, Juvenal já deixou claro qual seria sua posição em relação ao treinador. Ele analisava o mercado de treinadores. ''Os bons técnicos estão empregados. É assim mesmo. Mas é claro que existe a possibilidade de o São Paulo ir atrás de um técnico empregado. Esta é a lei do futebol, e eu não sou diferente'', afirmou o presidente, esquecendo que, naquele momento, Carpegiani era o treinador.


