São Paulo - A chegada de Dudu ao São Paulo depende apenas da vontade do jogador. O time tricolor julga ter amarrado todas as pontas do negócio e quer que o atleta manifeste publicamente o seu desejo de defender o clube para fechar a contratação.
Com o Dínamo de Kiev já está tudo certo. O São Paulo pagará R$ 11 milhões em quatro parcelas e já apresentou as garantias aos ucranianos, que deram o sinal verde. Acontece que Bruno Paiva, empresário do jogador, passou os últimos dias tentando vendê-lo ao Corinthians e não conversou com o time do Morumbi.
Nem mesmo as declarações do jogador dizendo que preferia jogar no Corinthians são motivo de preocupação no Morumbi. "Ele foi induzido ao erro", disse o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro. "Se ele vier mesmo, nós vamos esclarecer tudo para a torcida para que fique um clima bom com ele".
Fontes ligadas ao São Paulo afirmaram que Bruno Paiva ligou para Dudu e disse estar com um representante do Dínamo de Kiev. Segundo a fonte, o agente disse que o clube do Morumbi havia desistido do negócio e que os ucranianos topariam vendê-lo para o Corinthians desde que ele falasse publicamente que era isso o que queria.
Ao ler as declarações, um dirigente do São Paulo ligou para um representante dos europeus no país e constatou que o encontro com Bruno Paiva nunca ocorreu. Ao ser informado, o atacante se desculpou e preferiu se recolher para evitar novas turbulências.
Nesta sexta-feira, o presidente corintiano Mário Gobbi reafirmou que o clube não pensa mais em Dudu, repetindo o que o diretor de futebol Ronaldo Ximenes havia dito na véspera. Mas mesmo com o rival se declarando fora do páreo, a ordem no Morumbi é manter a cautela e não cantar vitória antes de o martelo ser batido.
"Se for viável, vou contratar e ficar satisfeito. Se não for, vou atrás de outro. Não vou ficar de briguinha. Se o São Paulo levou vantagem numa contratação, no outro dia será o Corinthians e em outro o Palmeiras. Assim é que deveria funcionar o futebol", disse Ataíde.

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