São Paulo - O São Paulo anunciou ontem que o meia Carlos Alberto não faz mais parte dos planos do clube para esta temporada. A decisão foi tomada pelo presidente do clube, Juvenal Juvêncio. O jogador não terá o seu contrato rescindido, mas não atuará mais pela equipe. Até o final de seu compromisso, o jogador continuará recebendo salários normalmente - ele está emprestado pelo Werder Bremen (ALE) e tem contrato até o meio do ano.
''O presidente entendeu como uma decisão presidencial, e ele (Carlos Alberto) está fora do sistema. Ele terá todo o nosso respeito nesse período. O São Paulo vai honrar o compromisso que fez com ele'', disse o superintendente de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha. ''Falei com ele primeiro. Conversamos, ele ficou muito chateado, mas compreendeu perfeitamente. Queremos ajudá-lo e vamos manter o seu contrato'', continuou.
Carlos Alberto foi afastado do clube após chegar atrasado em um treino e se envolver em briga com Fábio Santos, que foi suspenso por 29 dias. O volante, no entanto, acabou reintegrado ao elenco na segunda-feira.
Desde que foi contratado pelo São Paulo, Carlos Alberto atuou em 10 dos 25 jogos do time na temporada e marcou apenas um gol, no clássico contra o Santos, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista.
Os jogadores do clube se mostraram surpresos com o afastamento do jogador e disseram que também pediram que Carlos Alberto fosse reintegrado junto com Fábio Santos.
''Já houve problemas como esse. É difícil. O Carlos Alberto é uma grande pessoa, é um amigo e eu queria ele aqui. Mas não depende de mim. Ele poderia jogar mais, mas a diretoria tem força maior e determinou o que é melhor. Mas o grupo pediu a volta dos dois (Carlos Alberto e Fábio Santos)'', disse o volante Hernanes. ''Quem traça o caminho é o presidente, mas queríamos contar com ele aqui'', disse o atacante Dagoberto.
Revelado pelo Fluminense, Carlos Alberto foi campeão brasileiro em 2005 com o Corinthians. No começo do ano passado, o atleta retornou ao time carioca após desentendimentos com o técnico Emerson Leão, que dirigia a equipe paulista.
No meio do ano passado, ele foi para o Werder Bremen, como a principal contratação do time alemão para a temporada, mas não conseguiu um bom desempenho e teve dificuldades em sua adaptação. O jogador precisou passar até por um tratamento contra insônia, que prejudicava sua recuperação física após os jogos e treinos e, assim, causava fadiga muscular.

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