São Paulo abre CT e discute crise com torcida
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Matheus Lara<br>Agência Estado 

São Paulo - O São Paulo abriu na quarta-feira (13) as portas de seu Centro de Treinamento para um grupo de quase 30 torcedores - de organizadas, sócios, sócios-torcedores e torcedores "comuns" - para uma reunião de mais de uma hora com a diretoria, comissão técnica e jogadores do time. Bem avaliada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, a reunião acabou causando certo constrangimento, antes mesmo de acontecer, dentro do Conselho de Administração do clube, onde alguns membros não gostaram de não ter sido consultados com antecedência sobre o encontro.
A conversa com os torcedores, solicitada pelas organizadas Independente e Dragões da Real, foi um dos temas da última reunião do Conselho, na noite da última terça-feira (12), mas, segundo apurou o jornal O Estado de S.Paulo, poucas informações concretas sobre o formato e sobre quem participaria do "papo" no CT no dia seguinte foram repassadas aos conselheiros, o que deixou alguns preocupados. Para alguns deles, o encontro com os torcedores poderia trazer uma exposição negativa ainda maior ao São Paulo, que vive sob forte pressão por causa do risco de ser rebaixado pela primeira vez no Campeonato Brasileiro.
Uma das hipóteses levantadas é de que a diretoria tinha consciência de que a proposta teria pouco apoio dentro do Conselho e que, por isso, tomou a decisão sem passar pelo grupo, que foi instituído pelo novo estatuto social do São Paulo justamente para descentralizar decisões importantes e torná-las mais horizontais dentro do clube.
Com ou sem o consentimento dos conselheiros, o encontro aconteceu e, para o São Paulo, o balanço é positivo. O clube informou que o clima da conversa foi amistoso e que não houve tensão ou críticas individuais, nem "dedo na cara" de jogadores, comissão técnica ou diretoria. Todo o elenco do time comandado pelo técnico Dorival Junior estava presente. Mais tarde, as organizadas emitiram comunicados confirmando o tom de diálogo e reforçando os discursos de apoio e cobrança sobre o clube.
De acordo com a Dragões da Real, a opção pelo diálogo foi a estratégia encontrada para não "piorar o que já está ruim". "Muitos queriam cobrança forte e dedo na cara de jogador, só que a linha que adotamos, certa ou errada, é de não piorar o que já está ruim, usando a linha do diálogo coletivo, mostrando a eles o quanto o São Paulo é importante para todos nós", informou a organizada.
A Independente reforçou a avaliação de que o São Paulo tem elenco para escapar do rebaixamento e informou que, no encontro, atletas demonstraram vergonha por causa da situação do time na temporada.


