SÃO PAULO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de maio de 2014
DANIELA CARAVAGGI<br>[email protected] 
No começo da temporada, o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, avisou que não aceitaria jogadores insatisfeitos com as suas decisões, e que nada adiantaria o atleta ficar de cara feia e fazer "biquinho" se não fosse escolhido para entrar em alguma partida.
No último sábado, porém, Ganso foi sacado do time titular e não se mostrou contente com a situação. O meia criticou o esquema escolhido pelo técnico, dizendo que sem armador ficava difícil de o time jogar. Além disso, não teve modéstia ao falar que a equipe criou muito mais após a sua entrada.
O treinador tricolor, por sua vez, reiterou que fez a escolha porque achou necessária e continuou com a troca de farpas com o jogador.
- Acho que a gente vive em uma liberdade, uma democracia. É uma opinião dele, tática, não é ofensiva, mas é coisa do técnico. Se ele saiu, foi porque o técnico quis. Quando eu o coloco para jogar, ele tem que jogar bem. Tem que fazer mesmo
essa armação - afirmou Muricy Ramalho após o jogo, e completou:
- Aqui não tem Pato, não tem Ganso, tem um grupo. Não são apenas 11, são 30 que jogam. Ele sabe o que eu espero dele. Eu ter optado pela entrada de Pabon, não quer dizer que o Ganso esteja de castigo. Ele com certeza sabe que tem que participar um pouco mais do jogo.
Antes, Muricy havia utilizado Ganso em cinco jogos seguidos e não ficou satisfeito com o rendimento do meia: na eliminação do São Paulo no Campeonato Paulista, contra o Penapolense, contra o CSA e CRB, pela Copa do Brasil, e contra Botafogo e Cruzeiro, pelo Brasileirão. O Maestro só se destacou na vitória por 3 a 0, sobre o time carioca, no Morumbi. Nos outros, foi pouco participativo.
Contra o Coritiba, a inovação com quatro atacantes não deu certo. Ganso entrou no segundo tempo e ajudou a garantir o empate por 2 a 2. Sorte? Vontade de "mostrar serviço" após ser retirado do time titular?
Para o jogo desta quarta-feira, contra o CRB-AL, Muricy terá de novo que quebrar a cabeça para pensar em uma formação. O time não poderá falhar na marcação e também precisará criar mais para avançar na Copa do Brasil. Qual será a solução?



