SÃO PAULO - Velho conhecido
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de maio de 2017
Paulo Favero<br>Agência Estado 

São Paulo O São Paulo tem interesse em contratar Calleri novamente. O presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, admitiu que existe uma possibilidade de repatriar o jogador, mesmo que remota, caso os empresários que cuidam da carreira do atacante argentino, que atuou no tricolor em 2016, aceitem repassar ao clube por empréstimo.
"A única chance é se os detentores dos seus direitos econômicos, que investiram uma fortuna para tirá-lo do Boca e colocá-lo no mercado europeu e não deu certo , ainda, façam um novo empréstimo para nós. Isso sim, porque ele é um jogador que tem uma história importante no São Paulo e ama o clube. O sonho dele é voltar a jogar aqui", afirmou.
Leco sabe que a tendência é que seus empresários tentem colocá-lo em alguma equipe europeia, pois a intenção é vendê-lo e recuperar o dinheiro investido no artilheiro. Caso as opções não apareçam, o São Paulo estaria disposto a receber o jogador para tentar ser vitrine de Calleri para o mundo.
O atacante virá ao Brasil e vai reencontrar os amigos no São Paulo. "Não tem nada marcado comigo nem nada marcado em termos de negociação. A única hipótese é essa do empréstimo. Investimento não temos como fazer", comentou o dirigente.
Leco esteve no Morumbi na noite de sábado e vibrou com a vitória do São Paulo sobre o Palmeiras. "Foi um resultado que lava a alma. Gostei muito do Marcinho, o Rogério montou muito bem o time", comentou.
Novidade
O São Paulo mudou de estratégia na vitória sobre o Palmeiras, por 2 a 0, no Morumbi, ao recuar, entregar a posse de bola para o adversário e se concentrar em marcar atrás da linha da bola. Deu certo. Os jogadores elogiaram a nova estratégia de Rogério Ceni.
O técnico revelou que a estratégia é inspirada no técnico adversário, Cuca, com quem ele trabalhou em 2005. E elogiou como o time soube se manter mais recuado.
"O que mais me chamou a atenção é que a maneira como treinei essa semana, aprendi com o Cuca, como ele montava a equipe, de trás para frente. Soubemos nos defender com pressão média e baixa e empurrar eles quando preciso. Soubemos ficar atrás da linha da bola."
Porém, todo esse sucesso não significa que Ceni usará sempre o mesmo expediente. "Depende da equipe que a gente vai enfrentar, do adversário."


