O presidente Carlos Miguel Aidar está rindo à toa por ter realizado o sonho de repatriar Kaká, apresentado ontem pela manhã no Morumbi. Não só pelo tamanho da obra, mas pelas condições do negócio que trouxe de volta o jogador que tem "a cara do São Paulo" e "todos os dentes", como já disse o polêmico cartola recentemente.

Levando em conta apenas o salário fixo mensal, o São Paulo pagará ao meia quantia equivalente ao que desembolsava para o colombiano Pabon: cerca de R$ 400 mil.

O valor é o mesmo pago a Alexandre Pato, cujo salário é dividido meio a meio com o Corinthians, e ainda abaixo do que recebem Luis Fabiano e Rogério Ceni, os "líderes" do elenco na folha salarial.

As cifras consideradas baixas, porém, limitarão o São Paulo para lucrar em cima de Kaká. Pelo acordo amarrado com o Orlando City (EUA), clube que contratou o meia e lhe garantiu a manutenção de vencimentos a nível europeu, o Tricolor terá de passar a maior parte das receitas oriundas de contratos de marketing, por exemplo.

A diretoria também se comprometeu com o Orlando a realizar outro amistoso entre as equipes no ano que vem, nos Estados Unidos. Só que desta vez os ganhos ficarão somente para o clube americano.

– Quando se fala em abrir mão, geralmente é do financeiro. Claro que é legal para o jogador ganhar bem, mas não foi o principal para mim. Minha relação com o São Paulo é institucional, o clube que me formou. Estou muito feliz e não vejo a hora de jogar – declarou Kaká.

O São Paulo preparou uma grande festa para receber o meia. O clube abriu o Morumbi, que recebeu cerca de 25 mil pessoas ontem. O evento contou com as presenças de Luis Fabiano e Rogério Ceni.

Imagem ilustrativa da imagem SÃO PAULO - Kaká: bom, bonito e...