SÃO PAULO - BATE-BOLA ATAÍDE GIL GUERREIRO AO LANCE!
1. Você chegou a dizer que não iria contratar o Daniel. Acredita que vale mentir a favor do clube?
Não. Eu não sou obrigado a falar as coisas para as pessoas. Se estou na surdina, contratando o rapaz, lógico que aquilo era um despiste. Um caso como esse, de um menino que é craque, era um dos jogadores pedidos por Muricy, aí quando ficou livre fiquei preocupado. Apareceu o Palmeiras e resolvi fazer isso. Fui obrigado. Mas não minto, eu omito.
2. Com a contratação dele, o mercado nacional agora fechou mesmo ou pode chegar mais?
Já estava fechado. Eu não ia contratar mais ninguém, quando surgiu essa oportunidade. Quando vi que o Daniel estava livre na Justiça. Agora só lá fora e os que eu quero não estou conseguindo. Vou seguir tentando.
3. Você tem dito que a maior dificuldade é competir com os valores europeus. Como agir?
Veja que ainda assim estou conseguindo trazer, mas há muito tempo não temos como concorrer. Falta dinheiro. Estou tentando negociar muito, porque não faço loucuras. O Dudu, por exemplo, eu perdi porque Corinthians e Flamengo fizeram propostas que eu não podia.
4. Qual foi o ponto alto de seu primeiro ano como dirigente?
A tranquilidade dada ao elenco, não deixar ter confusão. Ganhar ou perder é do esporte, ninguém vai ganhar ou perder sempre. Na Sul-Americana, por exemplo, eu respaldava. Tem de lutar para vencer, mas se perder são coisas do futebol. Tem sempre o vencedor.
5. E o pior?
Não ter conseguido fazer com que os clubes se unam, para enfrentar federação, ser donos do futebol. Entrei no futebol para isso. Isso eu lamento, mas não me arrependo de nada e vou continuar tentando essa missão.





