São Paulo, 09 (AE) - Ao acusar o volante Edmílson de agressão, o árbitro Oscar Roberto de Godói incitou a revolta da ala evangélica do São Paulo. Os atletas de Cristo da equipe saíram, hoje, em defesa do jogador, que pode até ser eliminado do futebol. O mais exaltado era Jorginho, que condenou a atitude do juiz. "No domingo, após o jogo contra o Corinthians, o Godói afirmou que o Edmílson o tinha acertado de forma involuntária; agora, ele entrega uma súmula dizendo que recebeu um chute intencional", afirmou.
"O Godói, se realmente é homem de bem, tem de assumir sua palavra", completou o jogador. O zagueiro Paulão, também evangélico, acha que essa confusão pode prejudicar a imagem de Edmílson, atleta considerado exemplar pelos companheiros. O volante, embora tenha sido condenado pelo próprio Paulo César Carpegiani, continua tranquilo, acreditando na justiça divina. "Jesus é o maior dos advogados", voltou a dizer.
Godói, no entanto, não se abalou com a reação dos são-paulinos. O juiz, pelo contrário, até os ironizou. "Não sou árbitro de Cristo nem apito no céu", disse Godói. "O que não se pode fazer é usar o nome de Deus para tudo." A súmula do juiz foi entregue terça-feira ao Departamento Técnico da Confederação Brasileira de Futebol, de onde seguirá para o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O julgamento de Edmílson vai ocorrer somente no próximo ano.
No treino de hoje, Carpegiani contou com o retorno de Jorginho
recuperado de dores musculares na coxa direita. Assim, o atacante Jaques foi para o time reserva, Marcelinho jogou ao lado de Raí na frente e Carlos Miguel virou um ala-esquerdo. Na defesa, três zagueiros: Wilson, Paulão e Jean, de volta ao time no lugar de Picón. A equipe, porém, só será definida momentos antes da partida contra o Atlético-PR, sábado à tarde, em Curitiba, pelo torneio seletivo.

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