São Miguel x Foz acaba em pancadaria
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segunda-feira, 13 de novembro de 2000
Emerson Dias Enviado a São Miguel do Iguaçu 
Uma confusão geral marcou a segunda partida da final do Campeonato Paranaense de Futsal da Divisão Especial (Chave Ouro). Apesar de os ânimos exaltados da torcida, foram os jogadores do São Miguel/Maggi e do Foz Futsal que acabaram brigando em quadra anteontem, provocando a suspensão do jogo. A Federação Paranaense de Futsal (FPF) não acatou a falta de condições físicas e psicológicas apontadas pela comissão do Foz e determinou abandono de quadra, dando a partida ganha para o time da casa. Uma reunião marcada para hoje em Curitiba deve definir se haverá apelação quanto ao resultado e também se o São Miguel perderá o mando do terceiro jogo.
O confronto aconteceu no ginásio Joelsom Marcelino em São Miguel do Iguaçu (45 quilômetros de Foz) e durou apenas 27 minutos corridos (14 de bola rolando). O Foz, que havia ganhado o primeiro jogo, abriu o placar aos quatro minutos com um chute cruzado de Emílio. Vários cartões foram registrados duranto a efêmera partida. Giuliano, Chita e André, atletas do Foz, receberam amarelo. Manta, que recebeu dois cartões pelo São Miguel/Maggi e está fora do próximo jogo, empatou aos 14 minutos, gol que deu início a confusão.
Enquanto o camisa dez comemorava com a torcida, Messinho e o goleiro do Foz se desentenderam no canto da quadra. Giuseppe permaneceu caído durante alguns minutos, argumentando que o adversário teria o atingido com uma cabeçada. O jogador do São Miguel, no entanto, afirmou o arqueiro havia dado um murro em seu rosto no momento em que ele buscava a bola dentro do gol. Passado o bate boca, o juiz Armando Cezar de Oliveira já se preparava para reiniciar a partida. Assim que o árbitro expulsou os dois jogadores, ambos se agarraram e começaram a trocar socos. Enquanto alguns atletas tentavam separar Giuseppe e Messinho, outros brigavam entre si, provocando a entrada dos policiais militares em quadra.
A confusão foi generalizada, resultando em pelo menos seis jogadores machucados de ambos os lados, alguns pelos pontapés e murros, outros pelos cacetetes dos PMs. O técnico substituto do Foz, Manoel dos Santos Neto, o Neco, foi obrigado a recolher a equipe ao vestiário. Não temos condições de voltar à quadra. A Federação deve decidir o que fazer, comentou Neco. O representante da FPF, Antonio Carlos Moreira Filho, determinou abandono de quadra e deu jogo ganho para o São Miguel (veja box).
Enquanto parte da equipe do Foz voltava para casa, os jogadores Giuliano, Giuseppe, Gilmarzinho e o médico Giovanne permaneceram durante toda a madrugada na delegacia da cidade, registrando boletins de ocorrência. O técnico do São Miguel, Eduardo Baiano Pacheco, lamentou a confusão e garantiu que hoje será definida uma punição severa ao ala Messinho. Não podemos aceitar o que aconteceu. Faremos isso para que sirva de lição aos outros jogadores.
As duas equipes estão fazendo a final da Série Ouro pela segunda vez. Em 21 de novembro de 1998, o jogo foi paralisado por desentendimentos entre a comissão técnica do Foz e a arbitragem. O placar do jogo estava 6 a 5 para o então Cavalca & Verona, quando o juiz anulou um gol considerado legítimo pelos jogadores do Foz. A decisão do campeonato permanece até hoje em aberto pela FPF.


