Lúcio Flávio Moura
De Londrina
Uma vitória no próximo sábado, em casa, contra a Asserpi, de Foz do Iguaçu, dará o título do Campeonato Paranaense de Futsal da Divisão Especial de 1999 – Chave Ouro – ao São Miguel. No sábado, na primeira partida da decisão, a equipe do Extremo-Oeste goleou o adversário no Ginásio Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu, por 7 a 1. O destaque do jogo foi o pivô Pica-Pau, autor de quatro gols.
Para reverter a vantagem do São Miguel – que fez a melhor campanha nas três fases anteriores –, a Asserpi, treinada por Joel de Locco, terá que vencer duas vezes fora de casa ou empatar a segunda partida e tentar realizar uma missão quase impossível no terceiro jogo: golear o adversário por sete gols de diferença.
Depois do jogo, o técnico Eduardo Pacheco Coelho, o Baiano, embora reconhecendo o grande passo que sua equipe deu em direção ao título inédito (a conquista de 1998, vencida nas quadras quando o time ainda se chamava Cavalca & Verona, aguarda decisão judicial), tentava evitar junto aos jogadores e a torcida o clima de ‘já ganhou’.
Sob os gritos de ‘é campeão’ vindos das arquibancadas, Baiano buscava serenidade, lembrando que o play-off é uma melhor de cinco pontos. ‘‘A Asserpi fez uma partida infeliz e deve jogar muito melhor no próximo jogo. Ainda não ganhamos nada’’, alertou o treinador.
A equipe de São Miguel do Iguaçu (45 Km a nordeste de Foz do Iguaçu) foi apoiada no ginásio por cerca de 500 torcedores, que fizeram, em caravana de 15 ônibus, uma grande festa de retorno na BR-277, via que liga as duas cidades.
No Costa Cavalcanti, a festa foi ainda maior, com o reforço de parte da torcida do Foz Futsal, representante paranaense na Liga Nacional da modalidade, eliminado nas semifinais. Apesar da rivalidade entre as torcidas das duas cidades, não houve registros de incidentes no ginásio, ocupado por cerca de 3,5 mil pessoas.
Para o técnico Joel de Locco, sua equipe sentiu muito os desfalques de Tanaka (que abandonou o grupo e não treinou durante a semana), Paulo Massami (suspenso) e Serginho (contundido), além de não ter dado sorte nas finalizações.
Contrastando com a desolação do time da casa, o mais feliz na eufórica comemoração dos jogadores do São Miguel ao final do jogo era o pivô Pica-Pau, o que melhor soube explorar o nervosismo da Asserpi.
Ele fez os dois primeiros gols de sua equipe: aos 4 e aos 11 minutos do primeiro tempo. O ala Biro ampliou aos 12 e Mide descontou aos 14, fechando em 3 a 1 o placar do primeiro tempo. No início do segundo tempo, Pica-Pau voltou a brilhar, aproveitando, aos oito segundos, um erro na saída de bola da Asserpi, fazendo 4 a 1.
O gol de Aladinho aos 10 minutos – um chute rasteiro surpreendendo o goleiro Rogério, que estava adiantadoá – foi um banho de água fria na reação do time da casa, que perdeu até mesmo o apoio da torcida, que praticamente abandonou o ginásio com a goleada parcial.
Sabendo explorar o entrosamento dos titulares que jogam juntos há dois anos, o São Miguel manteve a posse de bola por muito mais tempo que o adversário e, sem esforço, fez mais dois gols no último minuto de jogo. Pica-Pau fez 6 a 1, de cabeça, faltando 17 segundos. O sétimo gol saiu quando faltavam seis segundos. O pivô Carlos André, com oportunismo, aproveitou falha na saída de bola do Asserpi, e fechou o placar.

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