'São Marcos' salva o Palmeiras
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domingo, 21 de abril de 2002
Agência Estado 
Se alguém pode ser considerado responsável pelo resultado de uma partida, ontem, no Morumbi essa pessoa foi Marcos, goleiro do Palmeiras. Com três defesas milagrosas, evitou a vitória do São Paulo e garantiu o 1 a 1. As duas equipes voltam a se enfrentar no domingo para definir um dos finalistas do Torneio Rio-São Paulo.
A equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo deve prosseguir sua preparação fora da capital. Já o time do Morumbi não terá descanso. Na quarta-feira enfrenta outra pedreira: o Corinthians, pela semifinal da Copa do Brasil.
Mesmo sem surpresas táticas, o Palmeiras, mais uma vez, privilegiou o meio-campo. Com uma marcação forte, a equipe do Parque Antártica começou melhor. Logo no primeiro minuto, Claudecir teve boa oportunidade pelo meio, mas a defesa conseguiu pará-lo.
No lado são-paulino, as tentativas de ataque deixavam de lado uma das principais forças do time: as investidas de Gabriel. Em vez disso, as eventuais jogadas pelas laterais eram realizadas pelo lado esquerdo, com Gustavo Nery. A primeira chance veio apenas aos 19, quando França foi lançado em velocidade, mas errou ao tocar na saída do goleiro Marcos. Quando Kaká passou a atuar mais dentro da área, a equipe do Morumbi melhorou e criou as melhores oportunidades.
No segundo tempo, parecia que a partida seria igual aos primeiros 45 minutos. Foi necessária uma jogada individual, do atacante Christian, aos 9, para que a situação mudasse e o jogo se tornasse mais interessante. Depois de um drible de calcanhar, cruzou para a área, onde estava o atacante Munoz. O colombiano bateu no canto direito e abriu o placar.
Em desvantagem, o São Paulo não teve alternativa e se lançou ao ataque. Mas os seguidos erros de finalização atrapalharam. O maior deles aconteceu aos 20. Sandro Hiroshi cruzou da esquerda e França, livre de marcação, chegou de frente, sozinho, e chutou em cima de Marcos, como fez na etapa inicial. A torcida são-paulina, maioria no estádio, não perdoou e passou a vaiar a equipe.
A bronca só parou aos 29. Depois de uma disputa de bola na área do Palmeiras, a zaga rebateu. Adriano acertou um belo chute, a bola desviou em Magrão e enganou Marcos, que não conseguiu evitar o empate.
Aos 44, o São Paulo só não chegou à vitória por causa de Marcos. Em lance parecido, o goleiro do Palmeiras defendeu um chute à queima-roupa de Sandro Hiroshi.


