Marcos Freitas
De Londrina
Um verdadeiro exército de jornalistas está em Londrina fazendo a cobertura do Torneio Pré-Olímpico. São repórteres, cinegrafistas, técnicos, fotógrafos e apresentadores – todos num corre-corre frenético em busca das melhores imagens e informações.
Segundo o responsável pelo credenciamento dos profissionais de imprensa do Pré-Olímpico, José Bonifácio Telles, 55 anos, foram confeccionadas 1.595 credenciais para o evento. ‘‘Fora as que negamos por não se tratar de pessoas que trabalham com o esporte’’, conta.
E negar credenciais causou vários problemas para Telles. ‘‘Teve um sujeito que chegou a me ameaçar de morte e tive que chamar os seguranças do Hotel Crystal (onde está hospedada a Seleção Brasileira, na Rua Quintino Bocaiúva, no centro de Londrina) para conter os ânimos do nervosinho’’, conta.
Telles – catarinense de Rio do Sul – observa que o número de credenciais pedidas neste Pré-Olímpico chegou a assustar os organizadores. ‘‘Não pensávamos que teríamos tantos profissionais trabalhando em Londrina. Nosso número inicial era de apenas 800 credenciais.’’
E os números realmente impressionam: são 247 profissionais trabalhando para emissoras de rádio nacionais, 72 em emissoras de televisão internacionais, 83 profissionais cobrindo o torneio para jornais internacionais, 118 para jornais brasileiros e 283 trabalhando para as televisões nacionais. Sem contar ainda os 25 árbitros credenciados.
Com tanta gente de vários lugares, o Pré-Olímpico virou uma verdadeira ‘‘Torre de Babel’’. São profisisonais que vieram desde a Venezuela, passando por Chile, Colômbia, Equador até norte-americanos, espanhóis, portugueses e japoneses.
Para Telles, a pluraridade de idiomas e culturas abrilhantou ainda mais o torneio – e certamente aumentou o trablaho dele.

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