Rio – O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) determinou nesta segunda-feira (10) a interdição do estádio de São Januário, palco de tumulto generalizado envolvendo torcedores do Vasco dentro e fora do estádio no último sábado (8), logo após o clássico contra o Flamengo. Minutos antes da decisão, a CBF já havia determinado que jogos no local só poderão ser realizados com portões fechados. O clube também foi denunciado no STJD pelo tumulto e poderá perder até 25 mandos de campo, além de estar sujeito a multas que podem chegar a R$ 350 mil.

A interdição imposta pelo STJD é válida até que a corte analise o caso, em julgamento que ainda não tem data marcada. Mas, com a determinação da CBF, mesmo que o Vasco consiga reverter a decisão liminar da Justiça desportiva, o clube só poderá jogar em casa sem a presença de sua torcida. A medida será válida até que o STJD tome uma decisão definitiva sobre o caso.

No tribunal esportivo, a interdição foi assinada pelo vice-presidente da corte, Paulo Cesar Salomão Filho, que acatou pedido da Procuradoria. Ele condicionou a liberação do São Januário à vistoria da CBF "com laudos obrigatórios para o pleno funcionamento do estádio e segurança dos torcedores e público em geral".

O comunicado da CBF, por sua vez, foi assinado pelo presidente Marco Polo Del Nero. O texto diz que a medida se deve aos "distúrbios graves e ao espetáculo de violência propiciados pela torcida do C.R. Vasco da Gama". A decisão determina que "sob nenhuma hipótese" será permitida a presença de torcedores.

Além da esfera esportiva, São Januário corre o risco de ser interditado pela Justiça comum. Nesta segunda-feira, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) entrou com ação de interdição no Juizado Especial do Torcedor.

Para a procuradoria do STJD, o Vasco é responsável pelos atos praticados pela sua torcida. Pelo entendimento dos procuradores, "o clube foi permissivo ou tomou medidas insuficientes efetivas na fiscalização e na repressão do grupo de torcedores infratores e, com isso, assumiu o risco".

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