O São Caetano faz um jogo de auto-afirmação contra o Vasco, às 21h40 de hoje, no Palestra Itália, na primeira partida da decisão da Copa Havelange. Depois de surgir como a grande surpresa do futebol brasileiro, ao eliminar Fluminense, Palmeiras e Grêmio, o time do ABC não quer ficar com a imagem do time que ‘‘morreu’’ na praia. A vitória deixa o time a um passo do título nacional. ‘‘Não temos medo de ninguém’’, afirma o meia Aílton, que chegou em setembro ao São Caetano para dar experiência ao time. ‘‘É claro consideramos o Vasco o melhor do Brasil, mas vamos lutar de igual para igual e provar que chegamos até aqui, porque realmente merecemos.’’ Até o técnico Jair Picerni deixou a costumeira humildade para falar do projeto que levou o São Caetano a decidir o título, em um trabalho, que segundo ele, envolveu estudo científico, com a participação de fisiologistas. ‘‘Agora, já posso falar no mesmo tom de voz com qualquer time grande. Nós chegamos para disputar o título, preparado para a vitória. ‘‘Claro que o Vasco é uma grande equipe, com valores individuais como Euller, os dois Juninhos e Romário, um fora de série, mas tecnicamente minha equipe está muito bem, não há o que temer.’’ A equipe paulista promete um futebol ofensivo. O treinador quer um futebol coletivo.
Parar o dinâmico ataque do São Caetano é a principal preocupação do técnico Joel Santana. Uma marcação por zona será a opção do treinador, pois a variação de jogadas é o ponto forte do time do ABC. Com este esquema, a equipe do interior marcou 16 gols em seis partidas, uma média de 2,6 por jogo. Desde a sua chegada ao Vasco, o técnico Joel Santana tem dado prioridade ao treinamento do setor defensivo, que, segundo ele, é o ponto frágil da equipe. Os contragolpes têm sido a arma vascaína e o ataque marcou oito gols nas últimas duas partidas.
Na primeira partida da decisão, não será diferente. Ao contrário do que ocorreu no jogo contra o Cruzeiro, sábado, quando Nasa seguiu Geovanni, não haverá marcação individual. Desta vez, o volante, que assumiu a condição de titular com Joel, ficará encarregado de impedir a movimentação do jogador que estiver em seu setor.
O experiente Jorginho, que exerce a função de segundo volante, ajudará o lateral-direito Clébson a marcar as subidas de César. O próprio Clébson terá de conter o seu constante apoio ao ataque para neutralizar a principal jogada do time do ABC. Júnior Baiano, que joga pelo lado direito da zaga, ficará na sobra.

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