Santos - Robinho vai para a Espanha. A informação, mais uma vez divulgada ontem pela imprensa espanhola, desta vez foi motivo de ironias por parte de assessores do Santos. Inclusive, os mais próximos do presidente Marcelo Teixeira nem passam mais a ele essas notícias. O dirigente santista fica muito irritado quando toma conhecimento de informações como as publicadas pelo Diário Ás, afirmando que o atacante irá se apresentar dentro de três semanas no Real Madrid, deixando o Santos no meio da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro.
''O Ás não foi o jornal que publicou a notícia de que Robinho estaria em março no Real Madrid?'', perguntou um desses assessores, que pediu para não ser identificado, pois a saída do atacante não é um assunto a ser comentado na Vila Belmiro. A intenção clara era de tirar o crédito da informação até porque ninguém acredita que Teixeira irá liberar o maior ídolo da torcida nos próximos meses.
Teixeira já disse que só negocia Robinho depois da Copa do Mundo, mas pode até mesmo antecipar a saída para o início do ano, pois as pressões que recebe de Vágner Ribeiro, procurador do atleta, são muito grande. Robinho e seus pais também estão convencidos de que é melhor deixar a Vila Belmiro em julho.
Robinho continua falando que está bem no Santos, que pretende conquistar títulos, especialmente a Libertadores, mas já não diz que pretende cumprir seu contrato até o fim. Ao contrário, procura atribuir a Deus o seu destino. ''O futuro a Deus pertence'', repete.
A garantia que o Santos tem para ficar com o atleta até o final de 2008 é a multa rescisória no valor de US$ 50 milhões. Mas Teixeira sabe que é difícil manter descontente no elenco um jogador do nível de Robinho. Ao mesmo tempo, está pressionado pela eleição de dezembro, que irá escolher o novo presidente. Liberar o ídolo agora significa uma derrota de seu grupo quase certa nas urnas.
Robinho pode também se cansar de tudo e decidir permanecer na Vila até o fim de seu contrato, quando poderá sair com todo o dinheiro envolvido na transação sem deixar nada ao clube, que tem direito a 60% da sua multa contratual. Esse é outro fator que está sendo analisado e a situação pode levar ao impasse: ou o Santos pega sua parte agora, ou fica sem nada em 2008.

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