SANTOS X SPORT
E OS GOLS?
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de abril de 2014
GABRIEL CARNEIRO<br>[email protected] 

Duas bolas na trave, muita movimentação ofensiva e inversão de posicionamento, dribles de um lado e outro e Cicinho acionado para puxar contra-ataques. A receita do Santos na primeira rodada do Campeonato Brasileiro foi a mesma da fase inicial do Paulistão, mas o placar contra o Sport, na Vila Belmiro, lembrou a seca do ataque e o mau futebol das finais: 1 a 1 contra o Sport, que tem no elenco uma "filial" do Peixe.
Apesar de ter começado melhor, com bola na trave aos 6 minutos, com Cicinho, aos 15, com Geuvânio, e mais alguns milagres do goleiro Magrão, o Santos não usou a velocidade, sua marca registrada, diante do lento time do Sport, que entrou com três volantes - Rodrigo Mancha, Éwerton Páscoa e Wendel, curiosamente, todos com passagem recente pelo adversário de ontem. Se o Sport marcava duro tentando quebrar o ritmo do Santos, o time de Oswaldo de Oliveira insistiu em alçar bolas no apagado Leandro Damião, que só assustou com um chute de fora da área no segundo tempo. Bem pouco para o que se espera de um camisa 9.
Controle absoluto, mas só até Neto Baiano aproveitar uma falha de posicionamento da defesa do Santos, especificamente de David Braz, e jogar a pressão para os donos da casa.
À medida em que aumentava a chuva na Vila Belmiro, aumentava também o medo do Santos de deixar uma primeira impressão tão ruim na estreia. Aos 34, em chute de fora da área de Geuvânio, que contou com desvio de Gabriel, e venceu Magrão, recolocou o Santos na partida. A pressão, entretanto, durou pouco.
A principal esperança sendo ineficaz, a zaga bobeando e o medo de concluir aquilo que cria. Ontem, apesar da escalação do quinteto desejado pela torcida e visto com desconfiança pelo treinador, o retrato do Santos foi o mesmo das finais do Paulistão, mesmo diante de um time que abdicou do jogo na maioria do tempo. Na estreia do Brasileiro, as lições parecem não ter sido aprendidas.






