SANTOS X CRUZEIRO
ACABA LOGO, 2014...
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
BRUNO CASSUCCI<br> [email protected] 

Santos e Cruzeiro estão separados por sete equipes e 24 pontos na tabela Campeonato Brasileiro, mas há algo que os une: ambos fazem contagem regressiva.
A Raposa, pelo tetracampeonato nacional, que está a duas vitórias de se concretizar. O Peixe, pelo fim do ano que está a melancólicas quatro partidas de acontecer. Neste domingo, o cansaço celeste equilibrou o duelo contra o Alvinegro, mas a maior motivação e qualidade técnica foram determinantes para a vitória mineira por 1 a 0, fora de casa.
No primeiro tempo, porém, o Cruzeiro pareceu não ter percebido que esperar o tempo passar era interessante apenas ao Santos e também não jogou. Foram 45 minutos de futebol pouco interessante e raras chances de gol criadas, reforçando o clima de amistoso proporcionado pela vazia e silenciosa Vila Belmiro. Nada parecido com o confronto eletrizante de menos de duas semanas antes, na semifinal da Copa do Brasil.
Na melhor oportunidade da etapa inicial, após ótimo contra-ataque, Gabigol ficou cara a cara com Fábio, mas quis enfeitar demais, tentou driblar o goleiro e mandou para fora.
O técnico Marcelo Oliveira, então, deixou o gramado furioso. Bradou aos jornalistas e também ao elenco no vestiário que seu time brigava pelo título e não poderia se portar daquela forma. De fato, a equipe celeste não estava em seu ritmo habitual.
Sem Everton Ribeiro, a Raposa tinha dificuldades para trocar passes e ameaçar o gol de Aranha.O meio, distante da linha de defesa, também dava espaços para o Peixe criar. Faltava, contudo, inspiração para os donos da casa, que ou erravam passes ou concluíam mal. Os esquemas táticos dos times - ambos no 4-3-3 - se assemelhavam tão quanto a letargia para atacar. O empate sem gols era justo (e chato) até então.
O Cruzeiro não foi brilhante na etapa final - e já não tem sido há algum tempo -, mas foi eficiente, como há quase dois anos é. Como é de se esperar quando se tem Neto e Bruno Uvini como titulares, a zaga santista falhou na saída de bola, e Ricardo Goulart não perdoou. Tapa frio no canto, para explosão da torcida azul, que lotou seu espaço na Vila.
Na pior sequência no ano, o Santos, que não vence há sete jogos, quase não esboçou reação. Nem mesmo Robinho, homenageado com a camisa 100 pelo 100º gol pelo clube anotado recentemente, conseguiu produzir algo. Enquanto os cruzeirenses, cansados, caíram no gramado após o jogo, os alvinegros não conseguiram encontrar nem sequer explicações para o mal futebol e deixaram o campo quietos ou monossilábicos.
Segue a contagem regressiva.
Falta pouco para o título celeste e para o fim do triste ano santista...





