SANTOS X BOTAFOGO
BEIJINHO E VINGANÇA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de dezembro de 2014
EDUARDO MENDES<br> [email protected] 

Motivação: do latim motivus, movere, que significa deslocarse. É força, impulso que o Botafogo procurava levar para a Vila Belmiro após ganhar uma sobrevida na Série A do Brasileirão proporcionada pelas derrotas de Palmeiras e Vitória no sábado.
Desinteresse: indiferença, desprovido de sentimentos e propósitos.
Um estado de mera negligência exibida pelo Santos no torneio desde a eliminação na Copa do Brasil.
Em meio a sensações totalmente dicotômicas, prevaleceu, no fim, a renúncia santista, que, ao acabar com o jejum de nove partidas sem vitórias, determinou o segundo rebaixamento na história do Botafogo em um período de 12 anos.
Os 2 a 0 cravados justamente por Leandro Damião ainda soam com requintes de crueldade. A ida para a Segunda Divisão é determinada pelo jogador que, talvez, tenha apresentado o maior fiasco recente do futebol brasileiro em relação ao custo benefício. Damião pode terminar o torneio de 38 rodadas com míseros seis gols e um drible desconcertante sobre Dankler no último suspiro do Alvinegro na Primeira Divisão.
A definição do rebaixamento nos 45 minutos finais provocada pelo atacante santista, na verdade, era apenas uma questão de tempo.
O Botafogo tentou resistir às investidas do adversário e em momento algum ameaçou Aranha. O time que precisava de uma vitória esbarrou nas limitações técnicas do conjunto, e, principalmente, do trio formado por Ronny, Yuri Mamute e Bruno. Era possível acreditar? Sinceramente, não. O próprio Santos, em ritmo de pelada de fim de ano, cadenciou o ritmo da partida e sabia que, cedo ou tarde, o gol sairia para aliviar a pressão que paira sobre o clube desde a queda para o Cruzeiro na Copa do Brasil e o fim das chances de ir para a Libertadores.
A grata surpresa Daniel Guedes Caju, que já havia sido lançado ao longo do Brasileiro, destoavam dos demais companheiros, especialmente no quesito disposição.
Correria dos jovens que poderia servir de inspiração para os botafoguenses totalmente entregues: derrubados pela ausência de coletivo e castigados pela falta de qualidade.
A despedida da Vila Belmiro para o Santos e o adeus à Série A para o Botafogo sintetizaram, ontem, de forma fiel, o que foi 2014 para os Alvinegros carioca e paulista.



