Santos viaja 14hs para jogar em Sinop
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 08 (AE) - O zagueiro Argel aproveitou o fim de semana para comprar novos CDs de pagode e tinha um objetivo claro: ajudar a passar o tempo na longa viagem iniciada hoje para Sinop, no Mato Grosso, onde o time jogará quarta-feira, na estréia do time na Copa do Brasil. "Viagens longas fazem parte de nossa vida e encaro essa com a maior naturalidade", disse ele. "Para mim, o importante é jogar, pois gosto de entrar em campo, não importa qual". Não dispensa, porém, a música nessas ocasiões: "vou escutando pagode e nem sinto a viagem".
Ele e os jogadores iniciaram hoje, pouco depois das 11 horas, a maratona que marcará a estréia do Santos na Copa do Brasil. "Serão 14 horas de viagem, o mesmo tempo que se gasta para chegar à Europa", disse o técnico Leão, acrescentando bem humorado: "assim como fomos a Roma e Barcelona para jogar contra grandes times, vamos agora para Sinop com o mesmo propósito".
Fazendo questão de ressaltar que "não é nada contra a cidade de Sinop", ele reclamou do grande número de times nessa disputa, 64, e das longas distâncias que separam os adversários. Leão não tinha informações sobre o Sinop, mas exigiu de seus jogadores respeito. "O que não podemos é desmerecer o adversário, pois estamos cansados de ver equipes sendo surpreendidas quando isso acontece". E advertiu: "Esse tipo de surpresa não pode acontecer no Santos".
CARNAVAL - Leão programou treinamentos para o carnaval e os jogadores só terão folga no domingo. "Será o dia para recuperação ou diversão, dependendo de cada um". Se não pode proibir seus jogadores, recomendou bom-senso. "Se o jogador vai treinar às 8 horas da manhã, não tem sentido ficar na farra até as 3 horas", disse o treinador. E acrescentou com ironia: "nunca vi uma farra com o pessoal tomando K-Suco".
Apesar da viagem que teria pela frente, Leão estava bem humorado hoje pela manhã. Avisou os jornalistas que não irá comandar os treinos de sexta e de sábado. "Devo ir a Belo Horizonte para me submeter a uma cirurgia para a retirada de duas placas de titânio do rosto". Ele informou que deveria ter feito a retirada há seis meses, mas não houve tempo. E brincou: "Se não vier, não estarei na folia, mas na sala de cirurgia".
O técnico confirmou o interesse em Andrei, mas apresentou à diretoria algumas idéias. Ele quer que o jogador venha ao Brasil para se submeter a exames médicos, enquanto discute seu contrato. "Ele está sem jogar há seis ou oito meses e passou, nesse período, por uma cirurgia no joelho, em Curitiba", informou. Em função disso, Leão acredita que o atleta precisará de dois a três meses para se recuperar. "Nessas condições, o salário deve ser escalonado, pois o período de recuperação tem um custo para o clube". Além do zagueiro, o técnico continua esperando a contratação de um atacante.


