Santos vence e aumenta crise no Atlético-PR
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domingo, 23 de abril de 2006
Daniel Akstein Batista<br> Agência Estado 
Mogi-Mirim - O Santos conquistou ontem sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro, mas nenhum torcedor aplaudiu no Estádio João Paulo II. Fez 2 a 0 no Atlético-PR, em Mogi-Mirim, em jogo com os portões fechados o clube foi punido porque, na partida contra o Botafogo pela competição do ano passado, disputada na Vila Belmiro, sua torcida arremessou objetos no campo.
Após o empate com o Goiás na estréia, o Santos partiu logo em busca dos três pontos. O técnico Vanderlei Luxemburgo não poupou nenhum atleta para o jogo de quarta-feira, contra o Ipatinga, na Vila Belmiro, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. ''Apesar de estarmos em duas competições, não podemos deixar os líderes (do Brasileiro) dispararem'', afirmou o meia Rodrigo Tabata. ''Depois fica difícil de se recuperar na competição.''
A equipe santista trocava passes com tranquilidade e Reinaldo teve duas boas chances de marcar. Mas foi o mexicano De Nigris que abriu o placar, aos 10 minutos. Kléber recebeu na área, lutou pela bola e rolou de calcanhar para o atacante, que marcou o primeiro gol com a camisa santista.
Foi tudo o que o mexicano fez. No segundo tempo, De Nigris perdeu gol incrível quando, sozinho, cabeceou para linda defesa do goleiro Cléber. E depois, foi substituído por Rodrigo Tabata.
O placar de 1 a 0 no primeiro tempo foi pouco pelo que o Santos mostrou. Neto, pela direita, e Kléber, pela esquerda, chegavam com facilidade ao ataque. Mas faltou pontaria. Além disso, o goleiro Cléber, do Atlético, estava em uma tarde inspirada.
O Atlético que chegou a seis jogos sem vitória teve poucas chances de assustar o goleiro Fábio Costa, ao contrário do que o meia Fabrício disse no intervalo. ''A gente chegou com mais frequência que o Santos'', disse o jogador do time paranaense.
A segunda etapa começou fraca. Muita marcação, vários erros de passes e quase nenhum lance de perigo. Com o estádio vazio, era comum ouvir os gritos dos jogadores e os pedidos dos treinadores. Não fosse o gol de Reinaldo, aos 26 após lançamento de Rodrigo Tabata , os últimos 45 minutos sequer teriam sido notados.
O técnico Vanderlei Luxemburgo elogiou a atuação do lateral-direito Neto. ''O Neto se destacou no Brasileiro do ano passado e no Santos teve dificuldade para jogar na linha de quatro zagueiros. Foi preciso aprender a jogar dessa maneira.''
EM MOGI-MIRIM
Santos 2
Fábio Costa; Luiz Alberto (Domingos), Manzur e Ronaldo; Neto, Wendel (Heleno), Cléber Santana, Léo Lima e Kléber; Reinaldo e De Nigris (Rodrigo Tabata). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Atlético-PR 0
Cléber; Paulo André, Danilo e Alex; Carlos Alberto (Dênis Marques), Alan Bahia, Erandir, Evandro (Válber) e Fabrício (Ivan); Ferreira e Pedro Oldoni. Técnico: Givanildo de Oliveira
Árbitro: Cléver Gonçalves (MG)
Estádio: João Paulo 2º
Gols: De Nigris, aos 11 minutos do 1º tempo; Reinaldo, aos 27 minutos do 2º tempo


