Santos tem chegada conturbada ao Brasil
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Daniel Akstein Batista <br> Agência Estado 
São Paulo - Há duas semanas, mais de mil pessoas se aglomeravam e se acotovelavam no saguão do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (região metropolitana de São Paulo) para desejar boa sorte ao Santos que viajava para o Japão. Nesta terça-feira, os torcedores não chegavam a 50, mas os que acordaram cedo fizeram questão de parabenizar os vice-campeões mundiais. E foi nesse diminuto clima de festa - e de bastante tumulto - que o time paulista voltou para o Brasil.
Havia a dúvida se o elenco passaria pelo saguão de desembarque do aeroporto ou se o ônibus que levaria a delegação até o litoral estaria esperando na pista mesmo. Mas foi só a movimentação de seguranças começar que a resposta foi dada. E não faltaram seguranças.
Claramente cansados após uma viagem de 26 horas, que começou no Japão e teve escala na Alemanha, o grupo tentou evitar as entrevistas. Mas mesmo aqueles que queriam falar alguma coisa eram impedidos pelos seguranças.
O clube resolveu reforçar a segurança e exagerou. Ao contrário do que se vê em chegada de qualquer time, quando os jogadores saem pelo saguão todos juntos, desta vez os atletas saíram separadamente. Elano foi o primeiro a ir embora e foi também o único a sair sozinho.
Após Elano, foi a vez dos dois astros santistas aparecerem. E aí começou a confusão. Os gritos histéricos de algumas meninas deram o sinal: Neymar estava na área. E, com ele, 10 seguranças o cercando para levá-lo até o carro. No curto caminho, o jovem caminhou quieto e viu placas e portas serem levadas. O mesmo aconteceu minutos depois, com Paulo Henrique Ganso.
Após sofrer com lesões na temporada, Ganso foi o único jogador do elenco santista a receber algumas vaias de torcedores, ontem. E ainda recuou em suas recentes declarações, dizendo agora que não fechou a venda de 10% de seus direitos econômicos à empresa DIS.
A transação dos 10% dos direitos econômicos de Paulo Henrique Ganso deixou o clima conturbado na delegação santista durante a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. O próprio jogador havia confirmado a venda, enquanto que a diretoria do clube dizia nada saber sobre o assunto. Agora, porém, ele mudou o seu discurso.
''Não houve uma venda, foi um pré-acerto e agora vamos sentar com o Santos e conversar. Mas só em janeiro'', afirmou Paulo Henrique Ganso, durante o desembarque desta terça, dizendo que dará prioridade ao clube na compra dos 10%, pelo valor de R$ 5 milhões. ''Ainda temos algumas coisas para acertar''.


