Santos - O técnico Emerson Leão avisou que Mineiro interessa. O volante está na reserva no Hertha Berlim e fica sem contrato no dia 31 de junho, e é considerado pelo comandante santista como o substituto ideal de Rodrigo Souto, que foi negociado na semana passada com o futebol russo.
Leão era o técnico do São Paulo quando Mineiro chegou ao Morumbi, em 2005. Mas não se ilude: ele acredita que o jogador pretende permanecer na Europa, e acha que o próprio São Paulo teria preferência do jogador se ele resolvesse voltar ao futebol brasileiro.
Já a contratação de Ricardinho, segundo Leão, não interessaria ao Santos por dois motivos: é meia e tem salário muito alto. ''Precisamos de um volante igual, ou melhor, do que Rodrigo Souto, para chegar e jogar. Não podemos errar'', disse Leão.
Como Marcelo Teixeira está na Suíça participando de um congresso da Fifa, ainda não se sabe se parte do dinheiro pela venda de Rodrigo Souto, estimada em R$ 15,5 milhões, será destinada à contratação de reforços. Não há pressa para contratar porque as inscrições para o Campeonato Paulista já foram encerradas e, para a Libertadores, serão reabertas apenas na segunda quinzena de abril, para a fase de mata-mata.
Kléber Pereira
O atacante Kléber Pereira vem sendo muito cobrado pelas oportunidades desperdiçadas nos jogos do Santos, embora tenha marcado seis gols apenas nos últimos jogos do Santos pelo Campeonato Paulista na Vila Belmiro. Ele já tem oito gols no Estadual, quase metade dos 19 que o time inteiro marcou, e é candidato a artilheiro do campeonato, mas mesmo assim o atacante ouve restrições de todas as partes.
''A primeira a falar é a minha mulher (Marilúcia). Diz que até ela faria o gol que perdi. Outro dia até brigamos. Toca o telefone e é minha mulher ou um dos meus irmãos dizendo o que eu tinha que fazer'', conta Kléber Pereira que, por ser brincalhão, não escapa nem das piadinhas dos companheiros de time. ''Costumo responder que se fizesse os perdidos talvez perdesse os que foram feitos'', acrescenta.
Na rua, conta o atacante, é pior ainda. ''É no posto de gasolina, banco e supermercado. Há um tempo atrás, as pessoas me falavam o que o time tinha que fazer para não cair para a Segunda Divisão. Eu perguntava por que eles não iam ao CT para dar algumas instruções ao professor Leão. Agora as reclamações são por causas dos gols que eu perco'', diz o atacante, que chegou ao clube em julho do ano passado. ''Eu mesmo me cobro depois dos jogos e fico pensando porque o gol não saiu. Sou o que menos quer errar, mas acontece.''

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