Parece que os treinadores da categoria de base dos Santos Futebol Clube gostaram dos norte-paranaenses. Depois de 'pescarem' Giovanna Crivelari, 17 anos, e Matheus Roberto Martins, 10 anos, numa típica peneirada do clube, agora foi a vez de outros sete meninos de Londrina e região que sonham em virar astros dos gramados. Numa seletiva com outros 200 garotos, os paranaenses foram maioria no seleto grupo de 12 escolhidos pelo alvinegro praiano, no último sábado.
Divididos em quatro categorias, os escolhidos foram Mateus Gabriel e Vinícius Knoch, no sub-11, o goleiro Júlio Porfírio e Rodrigo Fortunato, no sub-13, Kauê Yoshio e Rodrigo Guedes no sub-15 e Diego Vieira, no sub-17. ''Agora tem mais um teste, no início de janeiro. O mais difícil já foi. A outra apresentação é mais fácil'', arrisca Nivaldo dos Santos, coordenador da escolinha Robinho Esporte Clube (REC), no Jardim Leonor, que levou 40 candidatos.
O resultado do trabalho de Nivaldo é surpreendente. Sobretudo em função da precária estrutura de treinamentos. O grupo de 46 garotos que coordena treina em um campo com gramado falho, localizado num anexo do Colégio Estadual Polivalente, do Jardim Leonor, batizado carinhosamente de ''Arena Robinho''.
Quando perguntado sobre o apreço do time paulista pelos alunos da REC, nem ele sabe explicar. ''Não sei com qual olhos eles enxergam. Eles estão dando uma chance para os garotos que eu jamais sonhei que fosse acontecer. Não esperava tanto'', argumenta Santos, que quinzenalmente visita o Guarujá, onde fez uma parceria com outra escolinha, e já é figura fácil no CT Rei Pelé, em Santos.
De porte físico franzino, bem parecido com os ídolos do quarteto fantástico como Robinho e Neymar, o pequenho Kawê Yoshio é um dos felizardos. ''Acho que ele me escolheu pela inteligência na hora de soltar a bola e no toque de bola. Eu não ficava segurando, passava rápido'', conta orgulhoso o menino que é filho de Nivaldo.
Agora o sonho do treinador é montar uma franquia do alvinegro praiano em Londrina, já para 2011. O entrave é o lado financeiro. Além de uma estrutura mínima, o clube cobra R$ 25 mil a cada três anos. ''Por isso preciso de parceiros na área financeira. Se der certo, eles vão começar a vir atrás dos meninos aqui. Hoje é o contrário, eu que tenho que correr atrás deles'', finaliza.

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