Santos se salva no fim contra Portuguesa
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domingo, 07 de março de 2010
Daniel Akstein Batista<br> Agência Estado 
São Paulo - Invicta em clássicos, a Portuguesa acabou com as chances de o Santos igualar as campanhas nos estaduais de 1927, 1961 e 1968, quando chegou a 12 vitórias consecutivas. Os Meninos da Vila, que estacionaram em ''apenas'' nove triunfos seguidos, seguem na liderança do Campeonato Paulista e até podem comemorar o resultado, conquistado aos 44 minutos do segundo tempo após muita pressão.
O setor ofensivo santista, o melhor da competição, com 33 gols, novamente teve de funcionar para apagar as falhas da defesa. Por pouco a Lusa não saiu com a vitória.
Apesar de jogar no seu estádio, a Portuguesa teve de ouvir a torcida adversária no Canindé, em maior número e mais barulhenta. Os santistas estavam eufóricos e ansiosos por mais um triunfo. Na primeira pedalada de Robinho, imaginava-se que os jovens da Vila dariam outro show em busca de recordes. Mas os minutos seguintes mostraram o contrário.
Se Neymar, Robinho, Paulo Henrique Ganso e André buscavam as jogadas e faziam o goleiro Fábio trabalhar, a zaga santista não se encontrava e o meio dava espaços para o adversário trabalhar no tempo inicial.
Fabrício, o 11 lusitano, caía pela esquerda sempre livre. Héverton, o melhor do jogo, também fazia o que queria e aproveitou uma brecha para aparecer na área e chutar cruzado, aos 14 minutos: 1 a 0.
Sempre com o apoio das arquibancadas, o Santos não deixou sua principal característica de lado e seguiu buscando o gol. O time melhorou quando Marquinhos entrou no lugar de Roberto Brum ainda na primeira etapa. E no tempo final a pressão durou os 45 minutos.
A Portuguesa queria seguir invicta em clássicos na temporada - venceu o São Paulo e empatou com Palmeiras e Corinthians -, se retrancou e apostou nos contra-ataques.
Com tanta ofensividade, o Santos tentou fazer o mesmo realizado quinta-feira em Jundiaí, quando venceu o Paulista de virada, por 3 a 2. Robinho levava as jogadas pelo fundo e chutava de longe, Neymar arriscava de fora da área e de perto, mas a defesa lusitana mostrava segurança e Fábio, qualidade nas defesas.
Com tanta pressão, o Santos finalmente chegou ao empate. Em mais uma bola alçada na área, Paulo Henrique tentou primeiro e Zé Eduardo conseguiu balançar as redes, aos 44 minutos.
Mesmo sem a chance de obter o recorde de décadas atrás, o Santos continua favorito ao título paulista. Agora se concentra para o jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil, quarta-feira: basta um empate com o Naviraiense, em casa, para a classificação chegar.
EM SÃO PAULO
Portuguesa 1
Fábio; Domingos, Thiago Gomes e Preto Costa; Paulo Sérgio, Glauber, Marco Antônio, Fabrício e Athirson (Henrique); Luís Ricardo e Héverton (Jean Natal). Técnico: Vágner Benazzi
Santos 1
Felipe; Roberto Brum (Marquinhos), Edu Dracena, Durval e Pará (Madson); Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, André (Zé Eduardo) e Robinho. Técnico: Dorival Júnior
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Estádio: Canindé
Gols: Héverton, aos 14 minutos do 1º tempo; Zé Eduardo, aos 44 do 2º tempo
Renda: R$ 369.090,00
Público: 9.135 pagantes


