Santos - A entrada de Basílio no ataque deve ser a principal mudança que o técnico Gallo vai fazer no time para tentar derrotar o Bolívar, quarta-feira, às 19h30, na Vila Belmiro, e terminar a primeira fase da Copa Libertadores da América como o melhor do Grupo 2. Mas essa não será a única alteração. Leonardo, que só não atuou contra o Atlético-PR porque ainda sentia dores no tornozelo direito, está recuperado e retorna à zaga, no lugar de Halisson, e Bóvio, que cumpriu suspensão no sábado, volta para formar com Fabinho a dupla de volantes de contenção, em substituição a Luciano Henrique, que não está inscrito na competição.
Embora tenha dito que só vai escalar o time após os treinos de hoje à tarde, na Vila Belmiro, e amanhã cedo, no Centro de Treinamentos Rei Pelé, a tendência é que Gallo opte por armar a equipe com três atacantes, já que o jogo será na Vila Belmiro, diante de um adversário apenas razoável e que deverá se fechar na defesa. Com essa formação, Gallo deve recuar Robinho para ajudar na marcação no meio-de-campo e articular as jogadas ofensivas.
Mesmo tendo gostado do comportamento da equipe na vitória de virada, por 2 a 1, contra o Atlético-PR , mantendo os 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro, Gallo observou que o ataque poderia ter aproveitado melhor as oportunidades criadas. ''Pressionamos forte pelas extremas e pelo meio durante todo o jogo. Poderíamos ter feito mais gols, mas falhamos no último passe e nas conclusões.'' Esse é mais um motivo para que o técnico escale o velocista Basílio, que pode ser importante para abrir o esquema defensivo do time boliviano.
''Toda equipe que vem enfrentar o Santos na Vila Belmiro põe nove ou dez jogadores atrás para se defender, e contra o Bolívar não deverá ser diferente'', prevê Gallo. ''Cabe a nós encontrarmos o caminho para superar as dificuldades'', acrescenta.
Ele reconhece que a defesa santista tem apresentado falhas nos últimos jogos, tanto que na série invicta de 10 partidas do time sob o seu comando, apenas contra a Internacional, de Limeira, São Paulo e Paulista, de Jundiaí, não tomou gol; mas justifica. ''O que acontece é que o Santos é uma equipe muito ofensiva e por isso oferece chances para os adversários contra-atacarem.'' Gallo acredita que o problema deve ir desaparecendo com a sequência de jogos e a melhora no entrosamento do time.

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