Santos - Uma campanha de recuperação no Brasileirão. Essa é a nova realidade do Santos. A disputa da Libertadores e o sonho de voltar ao Mundial de Clubes já são passado. Agora, com a eliminação diante do Corinthians na semifinal, a luta santista será para iniciar uma sequência de vitórias, visando sair do 17º lugar na classificação do campeonato nacional e encurtar a diferença de 10 pontos para o líder Vasco (13 a 3).
Mas não vai ser fácil. Mesmo porque, o técnico Muricy Ramalho deverá perder Neymar, Ganso e Rafael para a seleção olímpica por no mínimo oito rodadas do Brasileirão. De qualquer maneira, ele mostra confiança na recuperação santista depois da eliminação na Libertadores. E, para isso, lembra do seu retrospecto vitorioso no São Paulo.
''Toda vez que eu cai na Libertadores ganhei o Campeonato Brasileiro'', disse Muricy, resignado, após o empate por 1 a 1 contra o Corinthians que tirou o Santos da competição sul-americana. Ele aproveitou para lembrar que o fraco início do time no Brasileirão não foi apenas em razão da Libertadores, mas também porque Galhardo (lateral-direito), David Braz (zagueiro) e Bernardo (meia) foram para o departamento médico logo após estrearem no clube. ''Vamos precisar de reforços'', avisou o técnico.
Para o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, a desclassificação santista nas semifinais da Libertadores não se deu por falta de qualidade da equipe, mas porque teve pela frente o forte conjunto do atual campeão brasileiro. ''Na verdade, o Santos tem um elenco muito bom, mas, mesmo assim, estamos no mercado e vamos contratar os reforços necessários'', prometeu o dirigente.
A situação, no entanto, não é simples. A providência mais urgente que a direção santista terá de tomar será reduzir gastos, baixando drasticamente a folha de pagamento de mais de R$ 8 milhões por mês para compensar a perda da receita aproximada de R$ 15 milhões que o Santos teria no segundo semestre se ganhasse a Libertadores e fosse disputar o Mundial em dezembro.
O aperto nas finanças poderá atingir nomes consagrados do time como o meia Elano, que, além de não estar jogando bem há algum tempo, discutiu com Muricy no treino da terça-feira passada, ao saber que tinha perdido o lugar no time para o atacante Borges. Se o Atlético-MG confirmar o interesse, o Santos poderá facilitar a saída do jogador para se livrar do pagamento do salário mensal de R$ 500 mil.

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