São Pau­lo - Por um mo­men­to, o fu­te­bol-ar­te foi do San­to An­dré, e não do San­tos. Mas quan­do a or­dem se es­ta­be­le­ceu no Pa­caem­bu, os Me­ni­nos da Vi­la tra­ta­ram de mos­trar ­quem é o do­no do es­pe­tá­cu­lo. A vi­tó­ria por 3 a 2 on­tem, no pri­mei­ro jo­go da de­ci­são do Cam­peo­na­to Pau­lis­ta, con­fir­mou o fa­vo­ri­tis­mo san­tis­ta e dei­xou o ti­me com uma mão na ta­ça. No pró­xi­mo do­min­go, no mes­mo es­tá­dio em São Pau­lo, o tí­tu­lo vai pa­ra a Vi­la Bel­mi­ro até com uma der­ro­ta por um gol de di­fe­ren­ça.
  Acos­tu­ma­da a dar ­show nos gra­ma­dos, a jo­vem equi­pe co­man­da­da pe­lo téc­ni­co Do­ri­val Jú­nior, ani­ver­sa­rian­te de on­tem (48 ­anos), qua­se viu o ad­ver­sá­rio fa­zer a fes­ta no Pa­caem­bu. O San­to An­dré que­ria mos­trar que, sim, era pos­sí­vel a ‘‘­zebra’’ apa­re­cer. Mas o fu­te­bol apre­sen­ta­do pe­lo ti­me do ABC na pri­mei­ra eta­pa não se re­pe­tiu na se­gun­da e o pla­car fi­nal não te­ve ne­nhu­ma sur­pre­sa: vi­tó­ria do San­tos.
  Em 50 se­gun­dos de bo­la ro­lan­do, a emo­ção já apa­re­ceu no Pa­caem­bu. Co­mo fez nos úl­ti­mos jo­gos, o San­tos par­tiu pa­ra ci­ma e só não mar­cou 1 a 0 por­que o go­lei­ro Jú­lio Cé­sar de­fen­deu chu­te de Wes­ley. O po­de­ro­so ata­que san­tis­ta da­va im­pres­são que ­iria fun­cio­nar no­va­men­te - e com fa­ci­li­da­de. Mas de­mo­rou pa­ra a má­qui­na fi­nal­men­te en­gre­nar.
  Nas ar­qui­ban­ca­das do Pa­caem­bu, on­de os san­tis­tas ­eram gran­de maio­ria, o fa­vo­ri­tis­mo se trans­for­mou em cer­te­za de vi­tó­ria. ‘‘No­va go­lea­da?’’, ‘‘Vi­tó­ria fá­cil?’’, ‘‘Po­de­mos com­prar a fai­xa de cam­peão?’’, in­da­ga­vam os tor­ce­do­res an­tes do api­to ini­cial. E os am­bu­lan­tes que ven­de­ram fai­xas com re­mis­são ao tí­tu­lo san­tis­ta saí­ram sa­tis­fei­tos do Pa­caem­bu.
  Mas o tor­ce­dor as­sis­tiu a um pri­mei­ro tem­po com um ir­re­co­nhe­cí­vel San­tos con­tra um em­pol­ga­do e dis­ci­pli­na­do ta­ti­ca­men­te San­to An­dré, que fez 1 a 0 com Bru­no Cé­sar, em co­bran­ça de fal­ta aos 34 mi­nu­tos. O ti­me do ABC pau­lis­ta ain­da per­deu ou­tras di­ver­sas chan­ces pa­ra am­pliar a van­ta­gem, pa­ra alí­vio da tor­ci­da san­tis­ta.
  ­Após o in­ter­va­lo, o ata­can­te An­dré en­trou na va­ga do ma­chu­ca­do Ney­mar e a his­tó­ria do jo­go mu­dou. O San­tos apos­tou no ata­que, não dei­xou o ri­val jo­gar e em­pa­tou já aos 12 mi­nu­tos, com o pró­prio An­dré, ­após boa jo­ga­da de Pau­lo Hen­ri­que Gan­so. E a vi­ra­da ­veio aos 16, num rá­pi­do con­tra-ata­que, que ter­mi­nou com a con­clu­são de Wes­ley.
  Me­lhor em cam­po, o San­tos che­gou ao ter­cei­ro gol no­va­men­te com Wes­ley, aos 24 mi­nu­tos. E, quan­do o za­guei­ro To­ni­nho foi ex­pul­so, o ti­me san­tis­ta fi­cou com um jo­ga­dor a ­mais em cam­po, em si­tua­ção de de­fi­nir o tí­tu­lo já nes­te do­min­go. Mas per­deu a opor­tu­ni­da­de de au­men­tar o pla­car.
  O San­to An­dré, en­tão, mos­trou no­va­men­te sua for­ça e di­mi­nuiu com o gol de Ro­dri­gui­nho, aos 38 mi­nu­tos. As­sim, man­te­ve vi­vo o so­nho de bus­car o tí­tu­lo do Pau­lis­tão. Mas, com a vi­tó­ria por 3 a 2 e a van­ta­gem de po­der até per­der no
se­gun­do jo­go da fi­nal, o San­tos es­tá ca­da vez ­mais per­to do tí­tu­lo.



EM SÃO PAULO

Santo André 2
Júlio César; Cicinho, Toninho, Cesinha e Rômulo; Alê, Gil, Branquinho (Pio) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes (Halisson). Técnico: Sérgio Soares.

Santos 3
Felipe; Pará (Madson), Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso (Zé Eduardo); Neymar (André) e Robinho. Técnico: Dorival Júnior.

Gols: Bruno César, aos 34 minutos do 1º tempo; André, aos 12, Wesley, aos 16 e aos 24, e Rodriguinho, aos 38 minutos do 2º tempo
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Estádio: Pacaembu
Público: 31.864 pagantes
Renda: R$ 1.770.150,00
Expulsão: Toninho

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