Santos reapresenta-se em clima de incerteza
Agência Estado
Os jogadores do Santos reapresentam-se hoje num clima de incerteza quanto ao futuro. É que muitas alterações deverão ocorrer nos próximos dias, com a renovação do elenco, que pode ser a mais radical dos últimos anos. As mudanças começarão a partir da definição da permanência do técnico Leão à frente da equipe. A diretoria está sendo pressionada para trocar de treinador para o Brasileiro e até concorda em fazer a mudança, mas não está disposta a desembolsar o valor da multa rescisória, estimada em R$ 1,2 milhão.
Leão e a diretoria já manifestaram que pretendem levar o contrato até o fim, mas a convivência está ficando cada vez mais difícil. O pior momento ocorreu durante a disputa do Paulista, quando Eduardo José Farah resolveu transferir os clássicos do Santos para a capital. O treinador revoltou-se e chegou a entrar em rota de colisão com o presidente Samir Abdul-Hak. O Rei Pelé saiu na defesa de Abdul-Hak, encerrando a crise.
O treinador ocupou também todos os espaços possíveis no clube e conseguiu a demissão de vários membros da comissão técnica montada por Luxemburgo e até mesmo a de Marco Aurélio Cunha, o gerente de futebol.
Com seu estilo autoritário, Leão nunca deixou de criticar a atuação dos dirigentes - considerada lenta - nas negociações com jogadores. Também o elenco deu sinais de saturação, a partir da chegada de Paulo Rink para disputar a semifinal.
Todos esses problemas começam a ser discutidos numa reunião da diretoria, que não terá a presença do presidente Samir Abdul-Hak, para a avaliação da campanha e planejamento do trabalho a ser desenvolvido no segundo semestre. A desclassificação não estava nos planos do clube. Estou desiludido, pois o resultado não foi o esperado, apesar de todos os pedidos do treinador terem sido atendidos, disse Samir Abdul-Hak.





