Santos pede anulação e alega interferência
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quinta-feira, 27 de julho de 2017
Samir Carvalho e Pedro Ivo Almeida<br>Folhapress 

Santos e Rio - O Santos enviou à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) um pedido de anulação da partida contra o Flamengo, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. No jogo da última quarta-feira (26), o time paulista venceu por 4 a 2, mas acabou eliminado por ter perdido o jogo de ida por 2 a 0. A equipe alvinegra acusa uma interferência externa de Eric Faria, repórter da TV Globo, sobre a arbitragem de Leandro Vuaden.
Aos 40 minutos do primeiro tempo, o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden assinalou pênalti para os santistas após uma disputa entre Réver e Bruno Henrique na área. Contudo, após cerca de um minuto, o juiz consultou o quarto árbitro, Flávio Rodrigues de Souza, e reverteu a marcação da penalidade.
Segundo o Santos, a participação do quarto árbitro "teria sido provocada pelo repórter de campo, Sr. Eric Faria, da Rede Globo de televisão, que é elemento alheio ao certame, devendo se comportar como jornalista e não como torcedor de seu time do coração".
Além da anulação do jogo, o Santos pediu à CBF a proibição de que repórteres fiquem na lateral do gramado durante os jogos e se comuniquem com a equipe de arbitragem; a punição ao trio de arbitragem da partida; e o descredenciamento de Eric Faria como repórter de campo.
Eric Faria, em contato com a reportagem, afirmou que não quer se pronunciar sobre o caso. No Twitter, porém, o repórter chamou de "leviana" as acusações de que teria comunicado o quarto árbitro sobre o lance.
A CBF aprovou a não marcação do pênalti. Em seu site oficial, a entidade máxima do futebol brasileiro disse não ter tido "nada a marcar" no lance.
Flávio Rodrigues, quarto árbitro da partida entre Santos e Flamengo, tentou esclarecer o polêmico lance na etapa inicial das quartas de final da Copa do Brasil, quando Leandro Vuaden anotou pênalti, mas mudou sua marcação um minuto depois, marcando escanteio. Flávio diz ter visto o lance de longe, e que opinou após ser perguntado pelo juiz principal, mas negou que tenha acontecido uma interferência externa.
"Quando o lance acontece, tenho uma opinião. Não dá para chegar e tomar uma atitude de chamar o árbitro. Nesse momento, eu cuido dos bancos de reserva, e vejo que nesse momento ele me aciona. Quando ele me chamou, ele pergunta: 'de onde você estava, o que você viu?' Então, eu deixei claro: 'estou longe, mas de onde eu estou, pega a bola'. Tenho que tomar um cuidado para dar essa opinião, mas já que ele pergunta, eu falo o que eu vi", explicou Flávio Rodrigues em entrevista à ESPN Brasil.


