São Paulo - Apesar de o atacante Robinho ter confirmado que o Santos recebeu uma proposta para a sua contratação, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, negou ontem que tenha tido uma oferta oficial pelo jogador.
''Não há nenhuma proposta oficial ao clube até este momento. Ele desperta interesse de todos os clubes do mundo. Conversamos com o procurador do jogador, com sua família, e o Robinho está centralizado no Campeonato Brasileiro. Posso assegurar que o Robinho não será negociado com o exterior neste momento'', afirmou o dirigente.
Há rumores de que o PSV, da Holanda, estaria disposto a pagar cerca de 20 milhões de euros pelo atacante (9 milhões de euros ficariam com o atleta). ''Fiquei sabendo que houve a proposta, mas meu objetivo agora é ficar por aqui'', disse Robinho ontem.
O contrato do atleta vence em janeiro de 2008, e a intenção de Teixeira é de que o valor arrecadado seja ainda maior. Atualmente, a multa de rescisão contratual é de US$ 50 milhões.
''Não temos que guardar segredos de bastidores em negociações. Não temos propostas do PSV nem de nenhum outro clube. Nosso planejamento é que ele permanece e tenha uma valorização na Copa do Mundo de 2006'', revelou.
Teixeira aproveitou para se pronunciar sobre a interdição da Vila Belmiro nas partidas contra Fluminense e Goiás. A punição ocorreu por causa do copo d'água arremessado contra o técnico do Vitória, Hélio dos Anjos.
''Estou preocupado com o andamento do Campeonato Brasileiro. Primeiro foram os erros técnicos, com vários gols anulados. Se não acontecesse isso, o Santos poderia ter dez ou onze pontos de diferença para os outros times. Agora a punição à Vila'', afirmou Teixeira.
O presidente santista considera, inclusive, que atirar copos d'água em campo seja um ato comum nos estádios do Brasil.

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