Santos - Nem a descoberta da dívida acumulada, que pode atingir a cifra de R$ 200 milhões, assusta a nova administração do Santos. Em recente reunião com a diretoria, Dorival Júnior recebeu a boa notícia de que nenhum dos principais jogadores do time atual deixará o clube na janela para transferências internacionais no segundo semestre.
Isso significa que Neymar e Paulo Henrique Ganso vão continuar no clube até pelo menos o fim do ano. Melhor ainda: além de manter a nova geração de Meninos da Vila, há a promessa de contratação de reforços importantes, visando, já para este ano, o terceiro título brasileiro do clube.
O único craque que deve sair é Robinho, que foi emprestado pelo Manchester City, da Inglaterra, até 4 de agosto. Ele representa o gasto mensal de R$ 150 mil ao clube, já que os R$ 850 mil que completam o seu salário de R$ 1 milhão estão sendo pagos por patrocinadores, e não deverá fazer falta se o fundo de investimentos sair do papel, com a entrada de R$ 40 milhões para serem aplicados na compra de revelações e em reforços de oportunidade.
''Não fossem as dívidas com vencimentos de curto prazo, o futebol do Santos já seria auto-sustentável neste momento'', declarou o presidente Luís Álvaro Oliveira Ribeiro aos conselheiros, na assembleia realizada há menos de um mês. Ele explicou que com a implantação da nova política salarial, estabelecendo o teto de R$ 160 mil mensais, houve redução de quase R$ 1 milhão na folha do futebol.
Ao mesmo tempo em que há a previsão de aumento na receita mensal com os novos contratos de patrocínio da camisa, em valores bem acima dos celebrados na gestão anterior, e a criação de novas fontes de arrecadação. Em dezembro de 2009, a despesa mensal do futebol ultrapassava a casa dos R$ 3,5 milhões, o que provocava um déficit mensal de aproximadamente R$ 2 milhões.

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