O Santos entrará em campo hoje precisando apenas de um empate, contra o Corinthians, no Morumbi, para chegar à final do Paulistão 2001 e tentar acabar com o jejum de 17 anos sem ganhar títulos. Em desvantagem, o time corintiano promete usar toda a sua força para vencer o adversário e passar à decisão. O time santista poderá não contar com a sua maior estrela, Deivid, que se contundiu na primeira partida da semifinal e é dúvida. O Corinthians vem embalado para o clássico e o técnico Wanderley Luxemburgo terá a sua disposição todos os titulares.
O técnico Geninho passou a semana treinando sua equipe na cidade de Jarinu. A equipe médica santista fez questão de montar um esquema especial para que o atacante Deivid acompanhasse a preparação da equipe. O jogador está em tratamento intensivo para se recuperar de uma dupla lesão. Na concentração, a equipe médica do Santos montou uma sala de fisioterapia dentro do hotel onde o atacante passou mais de seis horas por dia fazendo trabalhos de recuperação.
‘‘A situação dele é muito complicada e vamos fazer de tudo para colocá-lo em condições’’, prometeu o médico Antônio Taira.
O técnico Geninho ainda não definiu quem será o provável substituto de Deivid, caso o atacante não tenha condições de jogo. O treinador declarou que caso o matador não possa participar da partida, ele colocará um jogador com as mesmas características de Deivid na vaga do ataque. Por isso, muitos apostam na entrada de Caio na equipe santista para o jogo da semifinal.
O meia Marcelinho avisa: o Corinthians vai triplicar o empenho contra o Santos. ‘‘Só assim podemos compensar o que deixamos de fazer no primeiro tempo da partida anterior contra eles’’, disse o craque do time do Parque São Jorge, que pretende se revezar com Ricardinho no meio-de-campo e ataque para tentar fugir da marcação individual do adversário.
Para o técnico Wanderley Luxemburgo, o jogo promete ser ‘‘brusco’’ em razão da tensão que deve envolver os times. ‘‘Mas não concordo se desta vez os cartões amarelos vão aparecer’’, disse o treinador, que criticou a atuação da arbitragem na primeira partida.
Luxemburgo disse que respeita o Santos, mas não teme o adversário. Ele enfatizou que nenhum dos jogadores provocou o adversário, como alguns jornais publicaram na sexta-feira. ‘‘O drible, a jogada de efeito, tudo isso é permitido desde que não seja visto como provocação. Eu trabalho bem a cabeça dos meus jogadores para evitar que isso tipo de problema ocorra numa partida’’, ressaltou o treinador.

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