Líder no Campeonato Paulista, o Santos parte agora para a conquista da vaga para a final do Torneio Rio-São Paulo. Para isso, precisa vencer o Botafogo quarta-feira, na Vila Belmiro. Enquanto as coisas vão bem dentro de campo, a crise política do clube, aberta com a suspensão dos direitos de associado do ex-presidente Samir Abdul-Hak e do ex-vice-presidente José Paulo Fernandes, deverá se aprofundar ainda mais nesta semana.
Pelé, maior ídolo do Santos e homem forte da gestão Abdul-Hak, volta hoje ao País e não deve se calar sobre essa suspensão dos antigos dirigentes. Afinal, as denúncias apuradas na auditoria realizada nas contas do clube apontam irregularidades que podem afetar sua imagem.
A sorte da torcida santista é que a crise política não está afetando o time. Na Vila Belmiro, todos estão empolgados depois da goleada sobre a Portuguesa por 4 a 0, sábado, pelo Paulistão. ‘‘O time está muito bem, fazendo grandes partidas, mas precisamos manter o equilíbrio e conter a euforia, pois ainda não ganhamos nada’’, avisa o atacante Dodô, que passou a ser o 8º artilheiro do clube depois da ‘‘Era Pel钒. Com os dois gols que marcou no clássico, ele chegou aos 53 e ultrapassou Viola.
Para o jogo com o Botafogo, o técnico Geninho poderá contar com o retorno do atacante Rodrigão, que cumpriu suspensão no Campeonato Paulista. Ele deve entrar no lugar de Deivid. A única dúvida do treinador do Santos é no meio-de-campo, já que Renato deixou o jogo de sábado com dores no tornozelo e será melhor examinado nesta segunda-feira. ‘‘No momento da contusão, pareceu que era mais grave, mas estou bem melhor’’, revelou o jogador, confiante na possibilidade de poder jogar.

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