Santos insiste em repatriar Robinho
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de julho de 2013
Sanches Filho<br>Agência Estado 
Santos - O Santos vasculhou o mercado do futebol argentino e analisou os nomes de jogadores brasileiros experientes que podem retornar ao País na janela de transferências internacionais do meio do ano e não encontrou ninguém melhor do que Robinho para dar suporte à nova geração formada no clube e que está chegando ao profissional. Por isso, a ideia de repatriar o atacante volta a ganhar força na Vila Belmiro. Parte do Comitê Gestor é favorável que se gaste o dinheiro da venda de Felipe Anderson à Lazio e de Rafael ao Napoli (a ser oficializada nos próximos dias).
Repatriar Robinho foi considerado inviável pelo vice-presidente Odílio Rodrigues, há pouco mais de duas semanas, diante dos números que foram colocados na mesa. O Milan exigia 10 milhões de euros (R$ 29,1 milhões) e Robinho pedia 2 milhões de euros (R$ 5,8 milhões) e salário mensal de R$ 1,2 milhão, livres de impostos, por um contrato de três anos. De acordo com o dirigente santista, por questão contábil, o clube italiano não poderia diminuir o valor pedido por Robinho antes de dezembro, quando se encerra o atual ano fiscal da agremiação.
Nas últimas horas, a história tomou outro rumo, diante da disposição do Milan de liberar Robinho por 8 milhões de euros, cerca de R$ 23 milhões, quase o mesmo valor que o Santos gastou na contratação do argentino Montillo, somados os direitos econômicos e mais a cessão do volante Henrique. A explicação é que o clube milanês precisa vender Robinho para ter os 7 milhões de euros que o CSKA Moscou, da Rússia, pede pelo meia japonês Keisuki Honda.
O maior desafio que os dirigentes enfrentam é convencer Robinho a baixar as suas exigências salariais à realidade do futebol brasileiro. Comenta-se que o jogador já teria desistido das luvas e aceita salário mensal de R$ 1 milhão. O Comitê Gestor tenta arrumar contratos publicitários para que o Santos não tenha que arcar sozinho com alto custo do atacante, além de reduzir o peso da folha salarial do futebol negociando jogadores que ganham muito e estão sendo pouco aproveitados, como Miralles e Marcos Assunção, entre outros.


