Santos goleia Figueirense e volta a liderar
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domingo, 22 de agosto de 2004
Agência Estado 
Mogi Mirim - Só faltou a praia para o Santos se sentir em casa de verdade. Com calor infernal de 32 graus, estádio acanhado, torcida apaixonada e Robinho inspirado, o time goleou o Figueirense com toda a autoridade por 4 a 1, ontem à tarde, em Mogi-Mirim; chegou aos 47 pontos ganhos e retomou a liderança do Campeonato Brasileiro. A equipe da Vila foi beneficiada ainda pelo empate (2 a 2), do Palmeiras em Salvador. O Santos comprovou que continua candidatíssimo ao título e só precisa superar a instabilidade fora de São Paulo.
''Nós escolhemos jogar em Mogi-Mirim porque Vanderlei Luxemburgo sabia que faria forte calor aqui. Isso valeu mais do que o gramado'', entregava o presidente Marcelo Teixeira. A estratégia de Luxemburgo foi a mesma de um cruel lutador de boxe.
Foi cansando o adversário até levá-lo a nocaute. Desde o início da partida, os seus jogadores tocavam a bola para desgastar o time de Santa Catarina, que possui veteranos em posições-chave da equipe.
Para piorar ainda mais as coisas para o técnico Dorival Júnior, a marcação santista na saída de bola era implacável. Logo aos 6 minutos começou o massacre. Elano dominou a bola da entrada da área e acertou chute fortíssimo: 1 a 0, Santos. Tudo pioraria rápido para o Figueirense. Aos 20 minutos, Robinho aproveitou falha da zaga, dominou a bola e mostrou sangue frio diante do bom goleiro Édson Bastos: 2 a 0.
Mas mesmos desnorteados pelos gols, os catarinenses se aproveitaram do eterno 'calcanhar de Aquiles' santista: sua defesa. Fabinho não protege os zagueiros. André Luís falha em lances bisonhos e apela para a violência. E Tapia deixa todos inseguros.
Aos 31 minutos, o lateral André Santos se cansou de tomar dribles de Robinho e foi para a linha de fundo. Cruzou para o minúsculo Izaías se antecipar e descontar para o Figueirense: 2 a 1. Nem mesmo a experiência de Antônio Carlos servia para evitar que lances esporádicos, como levantamentos da intermediária para a área, deixassem Luxemburgo e os torcedores tensos.
Sorte é ter Robinho. Mal começou o segundo tempo, o atacante driblou dois jogadores e deixou Deivid livre na frente do goleiro. E Deivid não teve a coragem de perder o gol: Santos 3 a 1, aos 4 minutos.
A partir daí, os cansados catarinenses trataram apenas de não sofrer uma goleada histórica. Ainda deu tempo para Deivid devolver a Robinho o presente: Santos 4 a 1, aos 33 minutos. O time de Luxemburgo fez a lição de casa.
EM MOGI MIRIM
Santos 4
Tapia; Paulo César, Antônio Carlos, André Luis e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Elano (Basílio) e Ricardinho (Luís Augusto); Robinho e Deivid (William). Técnico: Wanderley Luxemburgo
Figueirense 1
Édson Bastos; Paulo Sérgio, Márcio Goiano, Cléber e André Santos; Jeovânio, Luciano Sorriso (Oliveira), Mazinho (Márcio Martins) e Nenê; Romualdo (Marlon) e Izaias. Técnico: Dorival Júnior
Árbitro: Luiz Antônio Silva Santos
Estádio: Wilson de Barros
Gols: Elano aos 6, Robinho aos 20 e Izaias aos 31 minutos do primeiro tempo; Deivid aos 4 e Robinho aos 30 do segundo tempo
Renda: R$ 177.563,00
Público: 13.824 pagantes


