Santos - Com muita luta e um gol solitário do colombiano Molina, o Santos derrotou o São Paulo por 1 a 0, ontem, na Vila Belmiro, pela 11 rodada do Paulistão. A vitória no clássico, além de dar uma tranquilidade maior para o recém-contratado técnico Vagner Mancini, recolocou os santistas no G-4, o grupo dos quatro melhores do campeonato, ao lado dos próprios são-paulinos, dos palmeirenses e dos corintianos.
Ao encerrar um jejum de sete jogos sem vitória sobre o rival - não ganhava desde 2006 -, o Santos chegou aos 20 pontos, ultrapassando a Portuguesa e assumindo a quarta colocação do Paulistão. Já o São Paulo, mesmo com a derrota ontem na Vila Belmiro, segue em terceiro lugar, ainda com 23 pontos, atrás do líder Palmeiras e do vice-líder Corinthians.
''Apesar de o São Paulo não ter vindo com sua força máxima, nossa vitória foi maiúscula. Se faltou algo no aspecto tático e técnico, sobrou em vontade e disposição'', comemorou Vagner Mancini. Nessa frase, inclusive, o treinador santista resumiu o duelo. As ações foram equilibradas ao longo de todo o jogo, mas a garra do Santos resultou na vitória.
No começo, o Santos tentava impor ritmo mais veloz ao ataque, mas parava na forte marcação são-paulina. Aos 20 minutos, o clima esquentou, graças a Washington. O atacante do São Paulo recebeu a bola na área, fez a proteção, ensaiou o giro, mas se atirou ao solo. Queria pênalti, mas ganhou cartão amarelo por simulação. ''Eu tinha a bola dominada e fui puxado pelo zagueiro'', alegou o jogador.
Esse lance tocou fogo no jogo. Logo em seguida, Washington voltou à carga: acertou forte cabeceio em direção ao gol, mas o lateral Léo salvou em cima da linha. O goleiro Fábio Costa, vendido na jogada, só olhou - e agradeceu aos céus pela providencial intervenção do seu companheiro, que deixaria o campo minutos depois por causa de uma lesão.
No lugar de Léo entrou Pará. E coube a ele dar início ao lance capital do clássico. Em cobrança de lateral, Pará encontrou Roni dentro da área. Com classe, o atacante puxou a bola para a altura da marca do pênalti. E Molina, herói da tarde e símbolo da luta santista em campo, emendou de primeira. Golaço, aos 40 minutos.
''Foi um gol importante, claro. O ideal é mantermos essa concentração em todos os jogos'', disse Molina, feliz da vida pelo gol marcado no clássico. ''Não dá para tomar gol em lateral'', lamentou, do outro lado, o goleiro Rogério Ceni.
O técnico Muricy Ramalho, então, resolveu agir. Colocou Zé Luís no lugar do inoperante Wagner Diniz, pôs Júnior César na vaga de Hugo e trocou Rodrigo por Arouca. O São Paulo, apesar da derrota, manteve mais a posse de bola durante o jogo. Pecou na finalização.
No ataque, Dagoberto infernizou a defesa rival, criando as melhores ocasiões para o São Paulo. Mas foi fominha e, em vez de servir os companheiros, desperdiçou todas as chances. O Santos, em troca, soube controlar os nervos e jamais abdicou o ataque, mostrando muita garra e disposição para segurar a importante vitória no clássico.

EM SANTOS

Santos 1

Fábio Costa; Fabão, Domingos (Robson) e Fabiano Eller; Luizinho, Roberto Brum, Rodrigo Souto, Molina (Germano), Madson e Léo (Pará); Roni. Técnico: Vagner Mancini

São Paulo 0

Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias e Rodrigo (Arouca); Wagner Diniz (Zé Luiz), Jean, Hernanes, Hugo (Junior Cesar) e Jorge Wagner; Dagoberto e Washington. Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Estádio: Vila Belmiro
Público: 9.299
Gol: Molina aos 40 minutos do 1º tempo

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