O presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, disse ontem que pretende encaminhar ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a fim de protestar contra a atitude do árbitro Luciano de Almeida e da Polícia Militar que, segundo afirma, foi muito violenta, prejudicando muito o time santista, no jogo de domingo, contra o Sport, no estádio da Ilha do Retiro, em Recife.
O Santos acabou sendo derrotado por 3 a 1, e o zagueiro Argel, o atacante Viola e o volante Narciso se envolveram diretamente em um tumultono no qual agrediram e foram agredidos por repórteres e policiais. A diretoria reclama ainda que seis dos jogadores santistas foram advertidos injustamente com cartão amarelos.
O jogo de volta ainda não foi definido, mas deve ser antecipado do domingo para sábado, às 16 horas, na Vila Belmiro. O Santos precisa vencer o Sport, ou pelo menos contar com um empate e uma vitória, com dois gols de diferença, para continuar com chances na competição.
A confusão do jogo de domingo foi o principal assunto ontem, durante a chegada da delegação do Santos. O meia Jorginho destacou que, no momento em que o juiz assinalou o pênalti, os jogadores do Santos cercaram o árbitro para que ele voltasse atrás.
‘‘Naquele instante, um radialista invadiu o campo e quase me agrediu com o microfone, quando começou toda aquela confusão’’, disse. De acordo com Jorginho, os policiais entraram em campo e acabaram agredindo Viola e Narciso. ‘‘Não tive oportunidade de ver o que aconteceu depois, mas só sei que os jogadores do Sport não tiveram culpa de nada’’, acrescentou.
O goleiro Zetti, por sua vez, lamentou o episódio, destacando que o árbitro Luciano de Almeida deve ser responsabilizado pelos acontecimentos.
‘‘Não fomos nós que criamos aquela confusão: apenas nos deixamos envolver no tumulto, perdendo o controle da situação’’, analisou o zagueiro Argel, que prenuncia uma ‘‘guerra sadia’’, no jogo de volta, sábado, na Vila Belmiro.

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