Santos, 27 (AE) - O Santos sofreu oito gols nas duas partidas que disputou no Rio-São Paulo e até o técnico Carlos Alberto Silva acha que "é muito para o time desse porte". Por conta disso, o treinador reuniu hoje o grupo de jogadores durante 55 minutos no vestiário do CT Rei Pelé, na tentativa enquadrar a equipe para buscar a reabilitação sábado, quando joga contra o Flamengo, no Pacaembu.
"Fizemos um pacto e esse jogo será o ponto de partida de um novo time na arrancada pela reação no Rio-São Paulo", disse o atacante Caio, logo depois do encontro.
Segundo o atacante, Carlos Alberto Silva falou sobre os problemas que o time apresentou nos dois jogos disputados nesta temporada e os jogadores também opinaram. "Foi uma reunião proveitosa e vamos reverter essa situação, pois nos momentos difíceis é que a gente aprende". Dodô acha a partida de amanhã será importante para a reabilitação do time. "O Flamengo está com problemas parecidos com o nosso e precisamos vencê-lo a qualquer custo".
Dodô, como os demais jogadores do Santos, está sentindo nas ruas os reflexos do mau desempenho do time dentro de campo. "Se a torcida está triste, imagine a gente que não pode sair às ruas por causa da gozação".
REFORÇOS - Carlos Alberto Silva não fala mais em nome dos reforços pretendidos, mas hoje os comentários na Vila Belmiro eram de que as negociações para o retorno de Axel estavam adiantadas. Revelado no Santos, o volante pode fazer a marcação no meio-de-campo ao lado de Claudiomiro, já que Elder e Marcelo Silva não têm agradado ao treinador.
Conhecendo o grupo que tem à disposição, Silva acha que a equipe pode colecionar outros maus resultados. "Com o time desarranjado desse jeito, é difícil ganhar", disse ele, lamentando que ainda não conta com "as peças certas nos lugares certos". Comentando o desempenho na goleada imposta pelo São Paulo, Carlos Alberto Silva destacou a insegurança e intranquilidade como pontos negativos.
"É um problema que não é de agora", disse ele, lembrando que, no final do primeiro tempo, seu time perdia por 2 a 1. "Era para tocar a bola e não podiam ter admitido que o adversário fizesse o terceiro gol". Para complicar, logo no início da etapa final, os são-paulinos marcaram o quarto gol, eliminando a chance de reação.

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