Santos espera retorno de Pelé para discutir uso de imagem
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quinta-feira, 16 de dezembro de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 16 (AE) - O virtual presidente do Santos, Marcelo Teixeira, aguarda o regresso de Pelé do exterior para retomar a conversa iniciada antes da eleição do Conselho Deliberativo, quando o ex-jogador cogitou em candidatar-se a presidente do clube desde que seu nome fosse de consenso. O encontro - ainda não marcado - terá dois objetivos: acertar uma parceria para a exploração conjunta das marcas Pelé e Santos Futebol Clube e contornar melindres ocorridos na disputa eleitoral.
"Pelé tem sua imagem associada a do Santos e o meu interesse, no novo plano e profissionalização com o ingresso de novo parceiro, é que tenhamos condições de explorar a marca Pelé associada à do Santos", disse Marcelo Teixeira. Caso Edson Arantes do Nascimento aceite a proposta, terá direitos e deveres nessa parceria. "Quero preservar e valorizar o mito Pelé, não permitindo que ele passe pelo processo de desgaste que sempre ocorre quando se assume algum cargo administrativo".
Outra preocupação de Teixeira é que Pelé tenha recebido "informações que não condizem com a verdade". Destacou que o Atleta do Século esteve no exterior durante o processo eleitoral. "Ele pode ter ouvido comentários deturpados e o que posso dizer é que, em nenhum momento quis tirar o Pelé do Santos e que ele saísse da vida do Santos".
Antes da eleição, Edson Arantes do Nascimento havia ligado a Teixeira. Queria que o virtual presidente desistisse de sua candidatura, condição para que ele fosse o novo presidente por consenso. Marcelo Teixeira não desistiu e convidou-o para o novo tipo de parceria.
Caso haja a parceria das marcas, o ex-jogador poderá continuar trabalhando os garotos dos times de base. "Se ele tem o prazer de passar no departamento amador e conversar com os garotos, se tiver o prazer de dar um treino, não haverá problemas", disse, comentando que não irá expor Pelé a desgastes. "É preciso conscientizá-lo da nova responsabilidade que ele terá não exercendo cargos e funções administrativas". E concluiu: "Pelé não pode ser obrigado a fazer uma função que, pelos seus compromissos, não possa cumprir".


