Santos - O adversário era frágil, mas o Santos fez a sua parte e goleou o Blooming, por 5 a 0, na Vila Belmiro, em seu segundo compromisso na Copa Libertadores da América. Na sequência da competição, no entanto, o Peixe não espera encontrar facilidade semelhante.
''Agora, as coisas mudam. Teremos uma fase diferente do que esta, em que enfrentamos uma equipe da Bolívia com a parte técnica um pouco deficiente. Precisamos melhorar na consistência da marcação, porque isso tem que ser forte na Libertadores. Jogando fora de casa, complica, porque todas as equipes vão querer fazer o resultado em seu estádio'', reconheceu o técnico Vanderlei Luxemburgo.
Os próximos oponentes do Santos serão Gimnasia y Esgrima, da Argentina, Defensor Sporting, do Uruguai, e Deportivo Pasto, da Colômbia. Todos preocupam, segundo Luxemburgo. ''Não dá para prever o mais difícil. São equipes que se classificaram para a Libertadores, que é uma competição complicada. São jogos difíceis. Caminharemos de acordo com as circunstâncias'', comentou o treinador do Peixe.
E não é porque o Peixe se classificou na Libertadores que Luxemburgo parou de pensar no Campeonato Paulista. Ele já faz o planejamento para o retorno do jogo do dia 23 de fevereiro, contra o Deportivo Pasto, na Colômbia.
''Vamos pegar todas as informações deles. Sabemos que a viagem é complicada. A ida é boa, mas a volta pode atrapalhar para a partida com o Marília. Se mantiverem o jogo na data em que está, vamos chegar 7 horas da manhã de sábado para atuar no domingo de novo'', chiou o técnico.
Por isso, Luxemburgo conta com a colaboração da administração do Santos. ''A diretoria vai ter que entender que, em algum momento, precisaremos de um vôo fretado, alguma coisa desse tipo'' pediu Luxemburgo.
Sobre o desgaste de seus jogadores, o técnico preferiu não espernear. ''Vou trabalhar com o elenco que tenho na mão. Sem preocupação. Tenho que analisar quem está cansado ou não e privilegiar o grupo'', concluiu Luxemburgo.
Kleber - O Santos não corre o risco de perder o lateral-esquerdo Kleber, embora ainda não tenha pago 500 mil euros (R$ 1,35 milhão) devidos ao Basel, clube anterior do jogador. Os suíços ameaçaram recorrer à Fifa para receber o valor, cujo vencimento era em 10 de janeiro, mas as duas partes chegaram a um acordo.
O Santos já fez um pagamento inicial, de 200 mil euros (R$ 540 mil) e prometeu liquidar o restante em duas parcelas de 150 mil euros (R$ 405 mil) cada, assim que acertar um contrato de patrocínio para a camisa.

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