Santos escala lesionados para clássico com o Corinthians
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quinta-feira, 01 de julho de 2004
Agência Estado 
Santos - Com a saída de Claiton e a ausência de Diego, que está na Seleção Brasileira, o técnico Vanderlei Luxemburgo está em dificuldade para armar o time para enfrentar o Corinthians, domingo à tarde, no Pacaembu, e deve escalar o lateral-direito Paulo César, que não pôde treinar ontem, em razão de uma lesão na coxa esquerda, além do volante Preto Casagrande, que sofreu uma fratura na mão direita.
O médico Carlos Braga liberou o zagueiro Pereira para o treino e disse que se o técnico Luxemburgo necessitar, até pode escalá-lo no domingo. Quanto à lesão muscular de Paulo César, Braga disse que o jogador apresentou um inchaço na coxa esquerda e fez uma ultra-sonografia para que se soubesse a extensão do problema. ''Foi uma lesão simples, sem prejuízo das fibras'', afirmou.
Mesmo com a liberação parcial de Pereira, Luxemburgo não quer arriscar com o zagueiro que saiu do time em razão das fracas atuações. O técnico preferiu escalar Leonardo ao lado de Domingos, em razão de os dois se conhecerem bem por terem jogado juntos nas equipes amadoras.
Com o grande número de problemas, Luxemburgo também vai antecipar a estréia do volante Bóvio, como primeiro volante, formando o meio-de-campo com Preto Casagrande, Ricardinho e Elano, que vai fazer o papel de Diego, atuando mais avançado para ajudar a dupla de ataque Robinho e Deivid.
Corinthians - Marcelo Ramos está preocupado com a fase que atravessa no Corinthians. O último gol que fez pelo time, o único com a camisa alvinegra, foi há quase dois meses. O jogador reconhece que é a pior fase de sua carreira. Nunca ficou tanto tempo sem marcar. Para piorar, a situação do Corinthians é delicada. A equipe está na zona de rebaixamento, com apenas 10 pontos. Domingo, no Pacaembu, tem a difícil missão de vencer o Santos no clássico.
O jogador não esconde que sente medo até mesmo de sair na rua. A fase é tão ruim que ele teme a reação dos torcedores - ainda mais os do Corinthians, que nos últimos meses tiveram reações agressivas, como apedrejar o carro de Rincón, atirar ovos no elenco e invadir o campo do Pacaembu para tentar agredir os jogadores.


